23 de jun de 2014

The boy next door (Ultimo capitulo)

O dia do baile chegou. Passei o dia inteiro no salão fazendo a unha, cabelo, maquiagem, limpeza de pele e vários outros tratamentos de beleza. Ficaria impecavel para essa noite, mesmo sendo apenas um baile de muitos do ano. A cabeleireira agora fazia uma hidratação, enquanto a manicure pintava minha unha de vermelho sangue. Sentia-me bonita agora. Olhei para o espelho e pude ver a mascara banca cobrindo todo meu rosto. Estava engraçada. 
"Então, vamos dar um corte para o seu cabelo?" Neguei após ela ter passado um pouco mais de creme. "Sempre não, né?" Sorri e concordei.
"Mas hoje quero uma maquiagem pesada, porque o que eu estou vestindo é bem simples sabe, e meu cabelo tem que estar com aqueles cachos que só você sabe fazer." Falei e ela concordou. Estava me sentindo animada. Tentei imaginar o baile, mas a cada imaginação Justin aparecia, fazendo-me sentir um lixo. Ele não me ligou, nem sequer mandou mensagem, não procurou nem pensou em procurar. Desanimei, e com certeza foi visto, pois a cabeleireira me olhou com uma cara meio estranha e falei que estava bem. Justin. Meu telefone tocou. Atendi. Caren.
"Oi Ca!" Falei animada. "Cade você? Já estou no salão." 
"O Jordan não vai mais me levar, só liguei para cancelar o salão." Sua voz foi desanimada. 
"E você precisa do Jordan para ir ao baile? Que nada meu amor, vem comigo e com o Charlie que a festa dura a noite inteira." Falei empolgada. "Por favor, nós gastamos o maior dinheirão em vestidos, sapatos, bijus e o salão já ta pago para você, não seja boba por causa de um idiotinha." Ela riu e falou que estaria ali em menos de vinte minutos. Esperei. Estamos indo bem, era como se nossa amizade estivesse renascendo, e eu estava gostando, porque ter uma amiga é algo bom, pode ir para salão com ela, fazer comprar, e falar coisas só de garotas. Sorri com meus próprios pensamentos. A campainha do salão tocou, fazendo-me lembrar de Caren, levantei e pude escutar os resmungos da manicure. Mandei beijos. 
"Ca!" Abri a porta e ela riu ao me ver com a mascara branca no rosto. "Ta rindo de que? Você vai passar também." Ela riu e entrou.
"Eu vou ficar com você e com o Charlie a noite inteira, ai dele reclamar." Gargalhei.
"Charlie? Reclamar por ter mais uma garota? E uma garota que não foi criada com ele, isso vai ser divertido." Puxei seu braço. E a coloquei sentada em uma cadeira. Olhei para manicure minha que fuzilava-me com os olhos. 
"Ok, já estou indo!" Ela levou as mãos para cima, como se fizesse aleluia. "Não exagera." 
"Você não parou de andar, ou se mexer o dia inteiro." Ri e sentei-me. "Espera só um pouquinho, que eu vou fazer um desenho e tirar os borrados, e ai pode rodar, pular, fazer o que quiser nesse salão." Concordei e sorri. Caren agora falava o que queria fazer no cabelo, escolheu um mais rebelde, um com a franja ondulada, estilo o da demi lovato, mas antes a cabeleireira passou um creme de hidratação e agora fazia limpeza de pele. 
"Pronto, só toma cuidado para não esbarrar em algum lugar." E então eu levantei. Graças. 
"Posso colocar musica?" Concordaram. 
A musica estava alta, e eu dançava junto com Caren, fingiamos estar treinando para o baile, e nós gargalhavamos. 
"Espera, Jes." Ela abaixou o volume da musica, a olhava. "E na musica lenta?" 
"Se quiser pode dançar com Charlie, não gosto muito desses negocios." Ela negou.
"Não posso, ele é seu melhor amigo." Caren falou e eu realmente quis rir, mas me mantive séria.
"Para de ser boba, o Charlie vai adorar dançar com você." Ela deu de ombros e voltamos a dançar loucamente enquanto a segunda dosagem da hidratação fazia efeito. Estávamos horriveis, e atrapalhavamos algumas clientes, mas ninguém reclamava, pois estavamos felizes e alegria de adolescentes era contagiante, portanto que várias moças com uns 40 anos dançava as vezes conosco, enquanto esperavam  a tinta pegar ou descoloriam o cabelo. O salão estava bem animado, e eu só podia me animar com aquilo. O baile apesar de ser idiota, sempre foi esperado por nós, porque esse ano nós arrumariamos o baile, nós fariamos tudo. Dera cinco horas e o desespero começou a tomar conta de mim e de Caren. As mascaras foram tiradas e os cabelos lavados, secados. Uma cabeleireira fazia os cachos no meu e a outra fazia o topete na Caren. Sentia-me deslumbrada cada vez que via um cachinho sair de seu babyliss. Justin gostaria disso. Sete horas e ainda estava aplicando a base sobre meu rosto, e fariam uma maquiagem preta bem pesada para tirar um pouco do ar menininha da minha roupa. Oito horas. Caren me deixara em casa e seguiu para sua, Charlie a buscaria depois de me buscar, ele querendo ou não. Em casa não encontrava o outro par do meu sapato, e minha mãe não estava para me ajudar  a procurar. Coloquei as bijuterias e resolvi ir com um outro salto que tinha, nada estragaria minha noite. Senti um friozinho na barriga ao longo das horas já pronta, por isso acabei andando pela casa inteira, mas logo me forcei a ficar parada. Caren me mandara duas mensagens perguntando se estava bonita, e a imagem ela estava maravilhosa.
Uma buzina finalmente tocou, e pude ver Charlie sentado no seu carro, estava sem a parte de cima como sempre, fazendo-me ficar cada vez mais empolgada. Olhei para casa de Justin, e ele falava no telefone, ele me olhava também. Entrei no carro, fui no banco de trás.
"Sou motorista agora?" Ele olhou para trás e logo botou o pé no freio.
"Passa na casa da Caren, ela vai conosco."
"Caren? A velha Caren?" Concordei e ele riu. "Voltaram a se falar?"
"Voltamos, e como o carinha que ia leva-la a deixou na mão, eu falei para ela vir conosco." Ele concordou. A casa  da Caren não mudara nada ao longo dos anos, ainda era a mesma cor de chá meio aguado e as grades brancas, e jardim perfeitamente programado. Charlie dessa vez resolveu bater na porta, para não soar grosseiro. Caren saiu, estava linda, seu vestido arrastava pelo chão, e seu cabelo estava do mesmo jeitinho de quando siau do salão, e sua maquiagem tão leve que parecia sem, e bom, Caren era tão menininha que parecia uma boneca. Charlie abriu a porta para ela entrar, estava bobo.
"Você está linda." Comentou ele, todo bobinho.
"Está falando comigo?" Perguntou ela, totalmente envergonhada. Ele concordou sorrindo. "Obrigada, você também." E assim a musica que Charlie escutara ocupou o silencio constrangedor para nós três. Chegamos bem em frente á escola, e por ser um baile, haviam contratado um manobrista, por isso só colocamos o carro logo a frente da escola e entramos. A musica alta me dava vontade de dançar, e não perdi tempo, puxei os dois que se olhavam de uma forma boba para pista de dança. Dançávamos de uma forma idiota, os três velhos amigos se divertindo juntos, como se tivéssemos voltado anos atrás. Olhei para os dois e sorri. A musica tocava alta, e os dois só sabiam se olhar. Fui para perto de um grupo de garotas de dançavam.
"Posso dançar com vocês?" Gritei e elas me puxaram para sua rodinha. Era uma banda que estava ali, por isso paravam algumas vezes para falar algumas palavrinhas, mas não me importava. Até que anunciaram a musica lenta.
"Bom, eu até posso tocar a musica lenta." Falou o vocalista da banda. "Mas tem um cara que está me atormentando a semana inteira, quer fazer uma surpresa para uma garota desse colégio." Ele falou e logo a unica menina desse grupo se pronunciou.
"Ele é muito fofo, e bom, nós vamos deixar o palco só para ele." E sairam. Todas as pessoas estavam paradas olhando para o palco, onde era o único ponto de luz. E ele entrou. Seu smoking era perfeitamente formado para seu corpo, e seu cabelo bagunçado como sempre, trazia um violão em suas mãos e um banco. Sentou-se e ajustou o microfone para seu tamanho.
"Bom, espero que todos estejam dispostos a dançar essa musica lenta com a pessoa que ama, ou apenas gosta, ou fica, pois essa é a melhor parte do baile." E ele sorriu. Pude escutar muitos suspiros vindo das garotas. "Pois bem, antes de cantar eu queria saber se alguém sabe onde está a Jesse, a vadia mais espetacular de todo o mundo." E apesar de suas palavras causarem um impacto pude escutar um "awn" vindo de todo mundo.
"Ela está aqui!" Charlie gritou logo atrás de mim, e um foco sobre meu corpo. Uma unica fonte de luz a me iluminar.
"Oh, ela está mais bonita do que o esperado." Ele pareceu envergonhado. "Sem mais enrolações. Peguem o seu par, e por favor, não roubem o meu." Todos riram o Justin começou a cantar. (essa aqui), ninguém dançava, assim como eu, só conseguiam prestar atenção na voz dele. Sua voz de anjo. Queria chorar com aquela letra, queria correr para o palco e agarra-lo e falar o quanto o amo. Oh, como eu o amo. Sua musica tão linda fez todos ficarem calados até o fim. Parados, o olhando. Acabou. Aplausos rodearam o salão.
"Obrigado, mas vejo que ninguém dançou." Ele riu. Todos se contagiaram. "Por favor, peguem seus pares." Ele pediu, e todos obedeceram. "Mas antes de cantar vou falar uma coisa que tinha até me esquecido. Uma vez uma garota falou que era para eu estar sempre com a minha musa inspiradora, por favor, peçam para ela vir." Eu vi todos abrindo um certo espaço para eu passar, estilo filme mesmo.Caminhei até o palco. Contive-me para não correr para seus braços. E então subi para o seu lado. Seus olhos se vidraram em mim e ele cantou a mesma musica. Dessa vez com mais paixão. Chorei. Ele sorriu mas continuou a cantar. Seus olhos me encaravam. Eu queria beija-lo. A musica acabou. O barulho do violão caindo no chão, mas não nos impotavamos, nossos corpos estavam juntos, e aquela era a unica coisa que importava no momento. Eu podia seu coração bater, assim como ele poderia escutar o meu. Pude  escuta-lo sussurrar um Eu te amo mais no meu ouvido, e eu só tive a capacidade de beija-lo. Olhei para as pessoas no salão, e pude encontrar Charlie e Caren se beijando. Sorri.
"Acho que já temos o nosso rei e a nossa rainha." O vocalista da banda apareceu, e colocou as coroas em nós. Sorri e puxei Justin para pista de dança. Pedi mais uma musica lenta, o vocalista não relutou e começou a tocar (Essa musica).
Nossos corpos dançavam em uma sintonia imprecionante. Nossos olhares se cruzavam, e meu coração só faltava sair pela boca enquanto borboletas voavam meu meu estômago. Eu comecei a tremer.
"O que foi?" Justin perguntou preocupou, me segurando com mais firmeza.
"Eu estou nervosa e querendo chorar." Falei, rindo e ao mesmo tempo com lágrimas rolando em meu rosto.
"Posso desejar que estejamos aqui para sempre?" Neguei. "Por que?"
"Quero ir bem mais adiante com você." Ele sorriu desentendido. "Como em cima do altar, por exemplo, com essa musica, talvez a nossa musica." E nossos lábios foram colados. Ele me apertava, como se eu fosse fugir.
"Nossa musica?" Seu sorriso se alargou.
"É, nossa musica." O olhei. "Promete?"
"O que?"
"Me amar."
"Oh garota, isso foi prometido desde o dia em que te vi."

Oi meus amores! Poxa, esse foi o ultimo capitulo! Eu estou chorosa, acabei entrando de cabeça nessa fic, e essa ficou tão lindinha que nem quero acabar, mas enfim, acabou né?! Espero que tenham gostado da fic inteira, e que o final não tenha decepcionado, pois eu não me decepcionei. Amei os comentarios que deram, e bom, espero que tenham gostado mesmo! Um enorme beijo, até a proxima fic. 

19 de jun de 2014

The boy next door (Capitulo 9)

Era a ultima semana para o baile, esperava Gale me convidar, mas o mesmo não fizera. Recusei todos os pedidos para aceitar o dele, mas acho que terei que fazer o pedido. Caren me procurava agora todos os dias no mesmo lugar de sempre, que é aquele jardim no fundo do colégio, e agora ficava até tarde ajudando na arrumação para o baile, já que precisava ocupar minha tarde para que minha mãe não achasse que estava deprimida ou algo do tipo. Caren se aproximou de mim no jardim, deixando claramente visivel suas mãos sujas de tinta vermelha. Sentou-se ao meu lado.
"Assim que eu lavar minha mão vamos comprar os vestidos, certo?" Confirmei com a cabeça e afastei suas mãos sujas. "Vem, deixa eu preenche-la com um pouco de corações." Ameaçou, tentando aproximar suas mãos sobre meu rosto.
"Vá limpar essa mão e vamos comprar nossos vestidos." Ela concordou.
"Quando vai convidar Gale?" Ela passava um pano umedecido sobre a mão e entre os dedos.
"Eu não sei, ele foge de mim." Ela riu. "Tem certeza que ele quer ir comigo?" Caren concordou e logo mostrou suas mãos limpas para mim. Sorri. "Posso dirigir?" Ela jogou as chaves em cima de mim.
"Vai tirando o carro da garagem, enquanto isso eu vou pegar minhas coisas." Concordei e fui para garagem. Tirei o carro e passe a espera-la. Imaginava meu vestido, daqueles bem típicos, rodados e cheio de brilho. Sorri meio idiota. Queria ele aqui. Caren bateu no vidro, destranquei as portas.
"Tem uma loja muito barata aqui perto que vende acessórios , mas a loja de vestido é mais cara, que tem vestidos lindos. Quanto quer gastar?"
"Não importa o preço, você conhece minha mãe, se depender ela paga até pra você." Respondi. Ela sorriu timida. "Estou gostando de passar um tempo com você." Comentei, sorrindo.
"Eu também." Ela sorriu e me olhou. "Quando vai desculpar Charlie?" Ela perguntou.
"Acho que nunca." Aquilo saiu facil, já não era tão doloroso.
"Lembro quando falava isso de mim, e aqui estamos nós." Verdade, quando Caren se distanciou e depois veio pedir desculpas nós discutimos e ainda falei que nunca a perdoaria.
"É diferente." Ela negou.
"A unica diferença é que eu procurei outros amigos, e ele uma namorada." Ri baixo.
"Eu quem o escutei chorar por ela, e agora ele vem com isso." Meus suspiro foi alto e doloroso.
"É bem aqui, oh." Ela apontou para uma lojinha pequena. "Essa aqui é a de acessorios, e aquela ali maior é a  de vestidos." A loja de vestidos era logo ao lado. Logo pude ver um vestido preto tomara que caia e longo, tinha uma parte parecida com couro, e todos os vestidos fofinho que imaginava foram por a'baixo, estava apaixonada por ele. Lembrei-me de Justin, que falara que gostava quando eu usava preto, falava que ficava mais sexy.  Entramos na loja e logo perguntei pelo vestido preto.
"Aquele? Não está a venda." Meu animo foi no chão.
"Tem algum parecido?" Ela negou.
"Aquele é unico, está só amostra." Concordei e passei a andar pela loja. Vários vestidos lindos, mas nenhum como aquele. Até que vi um vestido.
"Quando eu era adolescente, no meu ultimo baile eu esperava a garota que estava levando com um vestido cheio, estilo os de filmes, sem aquelas alças, e com alguns brilhinhos na parte de cima, e branco, mas ai ela me apareceu com um vestido reto, curto e vermelho. Foi broxante."
Era exatamente igual a que ele descreveu. O peguei. Aquele seria o meu vestido. Caren apareceu com um vestido bege, suas mangas compridas eram de renda e liso, estava linda.
"Como ficou?" Ela rodou.
"Está maravilhosa." Sorri. "Vou vestir esse aqui, acha que é muito chamativo?" Ela negou.
"Vai provar." Concordei e corri para o provador.  Sai e ela sorria para mim. "Você está espetacular!" Ela me rodou. "Parece uma princesa."
"Obrigada." Meu sorriso alargou ao me ver no espelho. Estava mesmo parecendo uma princesa. Justin gostaria disso. "Vai levar esse vestido?" Apontei para o vestido que não trocara.
"Vou, e você vai levar esse?" Concordei.
Fomos para lojas de sapatos, e escolhi um branco sim um lacinho na frente, e Caren escolheu um da mesma cor que seu vestido. Nós paramos em uma lanchonete para comer, estava amando sua companhia por essa semana. Pedi um lanche natural e um smooth de amora, Caren pediu vários biscoitos e um copo com leite.
"Eu vou comer um pouco do seu prato." Comentei enquanto bebia um pouco do smooth que acabara de chegar.
"E eu vou beber um pouco disto." E ela puxou o copo e tomou. "É muito bom nesse calor." Concordei e coloquei outro canudo. Ela gargalhou.
Fomos a lojinha de bijuterias, onde comprei um colar chamativo, cheio de pedrinhas de cristais e um brinco menos chamativo, e a pulseira transada com algumas pedrinhas, Caren escolheu um brinco enorme e um colar grande também, combinava perfeitamente com sua roupa. Só precisava convidar Gale. Ou não.
Voltei para casa e liguei para Charlie , que me ligara mais de dez vezes só hoje! Ele atendeu com voz de sono.
"Por que insiste em me ligar?" Perguntei, já exausta por ter que aturar tudo sozinha.
"Porque eu estou com saudades, e me arrependo do que fiz. Você é, ou era, minha melhor amiga." Quis chorar. "Eu te amo, mesmo você sendo a pior melhor amiga que alguém poderia ter, mesmo você odiando todas as minha namoradas, mesmo você tendo ciumes doentio sobre isso." E eu chorei.
"Eu também te amo." Não consegui falar mais nada. E assim ele passou a contar como terminou com Clara, e viu que ela é mesmo uma vadia. E por fim combinamos de ir ao baile juntos. Desculpe Gale.
Era o ultimo dia de arrumação, Caren não  havia ficado chateada, e falou que Gale levaria uma garota que conhecerá em um bar. Fiquei contente. O salão estava todo decorado, e me senti orgulhosa por ter ajudado.


15 de jun de 2014

Fearless (Audrey)

Eu já estava farta daquilo. Estava no restaurante antigo, estilo anos 50, da minha cidade. Era meu aniversário e tomei um bolo. Digo, não o de chocolate branco que ainda não chegou. O bolo era a ausência dele, e de tudo o que houvera planejado. Não era muita coisa ou um pedido de namoro que eu queria. Desejava só sua presença, seu sorriso e seu cabelo mal arrumado. 
Era meu aniversário, eu não pedira muito. Sabia que meus amigos estavam preocupados, mas ninguém ousou falar alguma coisa. Talvez porque não tivesse nada a ser feito ou dito. Todos sabiam que eu estava apaixonada e que a sua ausência estava me ferindo. Não sou boa em esconder sentimentos, mas me recusei a chorar ou ir ao banheiro me lamentar. 
Meu celular apitou e meu coração pareceu voltar a vida. 
Ele é um idiota. – Alicia
Não era Justin. Sorri sem mostrar os dentes para Alicia do mesmo jeito. Todos sabiam disso e eu começava a perceber. Fiquei grata e ao mesmo tempo irritada com ela por não dizer isso em voz alta. O bolo chegou e cantamos parabéns. Percebi que pela primeira vez da minha vida não cantaram “Com quem será”. Fingi não perceber e apaguei a vela “1” e depois a “8”.
Fechei os olhos. 
Desejo crescer. 
Pedi em silêncio. Então me levantei, tomada por um impulso. Eu tenho dezoito anos, eu posso tomar um porre, porque já sou maior de idade. Eu posso aprender a dirigir. Eu posso tanta coisa. 
Em menos de trinta minutos, já estava dentro de um metrô, indo para a Universidade de Columbia. 
--------- 
Bati na porta 403. Justin abriu-a meio sonolento. Seus olhos acenderam quando me viram. 
- Jane? - perguntou.
- Não, Papai Noel. - sorri de forma sarcástica. - Ups, você não foi um bom garoto hoje. 
- Jane, estou falando sério. Está tarde, sua mãe sabe que você está aqui? 
- Não. - suspirei - Dezoito anos, lembra? 
Ele me fitou e eu não desviei o olhar. Queria lembrar de tudo de hoje. Porque é o dia que estou assumindo o controle da minha vida. Seria mais fácil esquecer e me acabar nas comédias românticas, mas às vezes o mais fácil não é o melhor.
Seu rosto estava exatamente do jeito que eu vira no facebook. Lindo. Os olhos amendoados, o rosto anguloso e naquele momento, o maxilar travado.
- Desculpa. Eu tinha muita coisa da faculdade para fazer. 
- Não tinha tempo de mandar uma mensagem, Justin? - sussurrei. 
Ele ficou em silêncio. 
- Por que você não foi? Digo, de verdade. Não use a faculdade como desculpa para tudo.  
- Eu gosto de você, Jane. Eu sei que crescemos juntos e que talvez não fosse biologicamente possível eu gostar de você depois de te ver brincando com minhocas ou gostando de vampiros que brilham no sol. Mas eu gosto. E tenho medo de como me sinto em relação a você. Tenho medo de me afogar no seus olhos, porque nunca gostei do mar. E tenho medo, porque nunca senti tanta vontade de mergulhar. Você é difícil como Matemática e mesmo assim quero tentar te resolver. Eu não consigo entender e não consegui ir hoje. - ele falou. - Sinto muito. 
- Eu também sinto muito. Sinto muito porque isso poderia ser diferente, porque você poderia ser diferente. Achei que fosse. E isso me dói, sabia? Eu queria que isso que vcê me falou tivesse acontecido antes. 
- Antes do quê? 
- Antes de eu tomar minha decisão. Decidi que posso me livrar de toda essa dor desnecessária. Você não está pronto para o amor. 
Ele assentiu e depois de um tempo nos despedimos. Para sempre talvez. Sabia que eu poderia ter me jogado em seus braços, mas ele não aguentaria. Muito forte de academia, muito fraco de amor. Meu coração estava partido, mas ainda estava batendo. No jogo do amor, cada milésimo é uma eternidade. Ele estava atrasado. E eu estava pronta para a próxima rodada.

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Oi! Tudo bem com vocês? De verdade, espero que sim. Sei que devo explicação a vocês, e vou tentar fazer um post explicando melhor como eu pretendo postar aqui no blog e também pedindo sugestões de como vocês acham melhor. Resumindo: sei que nos ultimos posts eu coloquei da escola (que é hard), mas não é só isso. Mudanças afetam muitas coisas que antes achei que fossem inabaláveis. É um pouco triste, né? E peço mil desculpas a vocês pelo meu sumiço. Eu errei em fazer isso, mas espeto que me deêm mais uma chance. Por favor? 
Beijos, e ainda amo vocês, 
Audrey. 

11 de jun de 2014

Things I Will Never Say -by Ana

Tem coisas que eu nunca vou te dizer. 
Nunca vou te dizer que eu sinto sua falta.
Nunca vou dizer que eu ainda te amo.
Nunca vou te dizer que oque acabou foi a paixão, e não o amor, pois o amor se sente até o fim.
Nunca vou te dizer que quanto mais eu fico longe de você, mais doente eu fico.
Nunca vou te dizer que eu sempre morri, e ainda morro de ciúmes de você.
Nunca vou te dizer que quando eu imagino você beijando outra garota que não seja eu, eu morro.
Nunca vou te dizer que quando eu me perco é quando eu te encontro.
Nunca vou te dizer que eu me sinto bem quando vejo você sorrir.
Nunca vou te dizer que você me faz tão bem. 
Nunca vou te dizer que eu escrevo milhões de textos pra você.
Nunca vou te dizer que meu sorriso depende do seu.
Nunca vou te dizer que algumas histórias minhas são baseadas em nós.
Nunca vou te dizer que toda vez que eu escutava a campainha tocar, meu coração ficava gelado.
Nunca vou te dizer que isso tudo, na verdade, que eu toda, dependo de você. Do seu sorriso, do seu abraço, do seu cheiro, do seu amor, da sua voz, de você todo. 


Eu te amo, da sua garota, mesmo não sendo mais sua. 





Olá meninas, tudo bom ? Não to bem, pelo oque viram ai em cima. 
Esse texto não é sobre nenhum dos meus personagens, ou one shots. É totalmente sobre mim. Totalmente sobre meu coração. Totalmente sobre a dor que eu estou sentindo. 
Espero que tenham gostado do texto, até que ele não é tão ruim. 
Amo vocês, beijos da Ana, vindo do mundo de Jackie. 





The boy next door (Capitulo 8)

Justin deixou sua amiga no trabalho, e o caminho da volta foi com um silencio absurdamente angustiante. Ele estava bravo comigo? Vou tirar isso a limpo. 
"O que está havendo?" Perguntei, ao ver que apesar de estar dirigindo com uma mão, não pegou a minha com a livre. 
"Por que foi tão rude com a Alicia?" Estava carrancudo. Oh que sexy, mas ao mesmo tempo me dava nos nervos. 
"Ela me olha feio." Falei com a maior calma que pude. 
"Estamos falando da mesma garota?" Justin falou. 
"Estamos, e você só não percebe porque não quer." Suspirei. "E ainda teve o caso da garçonete chama-la de sua namorada, e o fato de você não ter corrigido..." Argh! 
"Eu não corrigi porque é idiota." Justin colocou as duas mãos ao volante. O apertava. "E é mais idiota ainda tem ciumes da Alicia." 
"Ela já gostou de você?" Perguntei rápido. Justin suspirou. 
"Não." Mentira. 
"Fala a verdade, por favor." Estava cansada e triste. 
"Ela nunca gostou de mim." Justin agora estava constrangido. Seus sentimentos ficavam tão evidentes quanto os meus. "Eu gostava dela, mas foi muito antes de começar a gostar de você." 
"Ah." Eu poderia não saber. Sentia-me arrasada. Por que perguntei? O carro parou em frente a sua casa. Ele me olhou. 
"Faz muito tempo, e eu posso lhe afirmar que não sinto mais nada por ela além de amizade." Eu concordei, mas ainda doia. "Por favor, estavamos tão bem." 
"Eu sei, mas sempre tem uma das suas garotas para estragar." Falei, e quando me dei conta, mais alto do que desejado. 
"Minhas garotas?" Seu tom foi inconformado. 
"Sim, suas garotas." Por que estou falando isso? Cala boca. "A garota do café, agora essa sua amiga." Cala boca Jesse. 
"Minhas garotas." Justin riu sarcastico. "É, ou talvez seja você que nunca confia o bastante em mim." Seus olhos estavam sem brilho quando olharam para mim. Isso me atingiu profundamente. 
"Claro, porque quando se acorda a primeira que quero ver é o cara que eu amo beijando outra." Oh cara, eu falei amo.
"Você fala como se fosse escolha minha." Ele riu sarcasticamente de novo. 
"Claro, porque beijar uma garota gostosa e mais velha é a pior coisa do mundo." Falei um tanto mais alto. Ele não reparou no amo. 
"É a pior coisa do mundo quando essa garota não é a que eu quero!" Seu tom foi grosso e ao mesmo tempo confuso. Ele jogou seu corpo para trás. "Eu fiz tudo por você, e não estou reclamando, mas queria que me desse pelo menos um voto de confiança." Ele suspirou triste. 
"Eu te amo, Justin" Firmei minhas palavras. Eu o amo. Ele não respondeu nem me olhou. Fala que me ama também. E então saiu do carro. Entrou em sua casa. 
O final de semana passara, e segunda já estava ali. Justin não me procurou, e eu também não o procurei. Fui para escola de carona com Lola, que veio me buscar de bom agrado. 
"Você não precisava ter vindo." Falei logo ao entrar em seu carro.
"Que isso, e bom, eu te devia né." A olhei confusa. "Eu não te trouxe, foi mancada." Dei de ombros e permaneci calada. Passamos em frente a casa de Justin e pude ver seu amigos saindo de sua casa. O olhei. Quis chorar, por culpa, saudade e por ser boba. Lola ligou o rádio, e começou a tocar a musica mais cliche que uma adolescente apaixonada poderia escutar. A thousand years. Lembrei-me de seu rosto, e seu corpo, e seu jeitinho bobo e ao mesmo tempo encantador. Mais velho e menos safado, lindo e romantico, com pegada e sensivel, compreensivel e complicado. O garoto perfeito para uma garota confusa. Lola parou no estacionamento. Charlie estava no carro perto do dela, sozinho. Segui até ele. 
"Ela te deixou, não é mesmo?" Falei fria. Charlie negou. "Onde está então?" 
"Eu terminei com ela." Seus olhos me observavam. "Desculpe-me." 
"Você não estava comigo quando eu mais precisei, não pense que vou ficar com você agora." Ele concordou. E eu sai de perto. O sol batia sobre o jardim, questionei sua presença em meio de minhas angustias. Nenhum apoio, nem ninguém para dizer que tudo ficará bem. Nenhuma melhor amiga para xingar Charlie e Justin de babacas, e  nenhum amigo para querer soca-los, apenas eu por eu mesma. Uma brisa leve batia sobre meus cabelos, e logo o sinal tocou. Hora da saida. Não me levantei, fiquei ali tomando um vento e a pensar. Não quero vê-lo, me sinto envergonhada. Um sopro ao meu ouvido. Caren estava ali. Caren uma amiga de infancia que se distanciou. Caren quem me aproximou do Charlie. Caren era nossa amiga. Caren a qual a mãe é amiga da minha. Caren que era minha melhor amiga. Essa Caren. 
"Oi!" Ela falou e sentou-se ao meu lado. "Como está?" Eu senti vontade de contar tudo a ela, mas a unica coisa que pude pronunciar foi um bem. "Sua mãe falou que Charlie parou de passar lá na sua casa, está tudo bem com os dois?" Não pude responder. "É claro que não, se não ela não teria pedido para eu conversar com você." Ela riu e se aproximou. "Eu sei que não deveria estar aqui perguntando sobre a sua vida." Continuou. "Mas você foi minha melhor amiga algum dia, e bom, eu tenho uma enorme compaixão por você. Pode até me odiar, mas um dia terá compaixão por mim também." E suspirou. Nada falei. "Você vai para o baile de verão?"
"Eu não sei, bem capaz que não." Falei e sorri. "E você?" 
"Vou, o Jordan me convidou. Estou bem empolgada." Ela olhou para frente. "Lembra do Gale?" Concordei. "Ele está com vergonha de te convidar, e bom, estava pensando de você convida-lo, ai poderíamos comprar os vestidos juntas." Como eu sou popular e ela não? Tão fofa e simpatica. 
"Pode ser." Sorri. "Quando vai ser o baile?" 
"No ultimo dia de aula, daqui a duas semanas." 
"Ahh" Olhei para o relogio. Duas horas da tarde. "Eu tenho que ir, até mais." Levantei-me e Caren continuou sentada. Ela acenou.
A tarde estava quente, muito quente, fazendo-me suar a cada instante. Nunca vira tão quente. Meu telefone tocou, era Charlie. Não atendi. Que idiota. 

Oi meus amores, como vocês estão? Eu ainda estou meio triste com vocês, por causa da one shot (quem não viu, leia os comentarios q vai ver), mas eu vou postar the boy next door o mais rápido possivel. Está acabando, então não percam nenhum capitulo!
Beijos.

8 de jun de 2014

Classic - 12

Devo ter cochilado durante o segundo filme, porque quando eu abri meus olhos parecia que a TV tinha mudado de posição. Tive dificuldades em perceber que, na verdade, quem tinha mudado de posição fui eu.
Havia um cobertor enrolado no meu lado, na parte de trás do sofá, espalhado por mim, e minha cabeça estava no colo de Justin.
Em sua coxa, para ser mais exata.
Aquilo com certeza estava agoniante para ele.
Meus olhos se arregalaram por um momento e minha respiração ficou presa na garganta, enquanto meu coração batia rapidamente. Havia um peso leve no meu quadril, a mão de Justin. Ele estava dormindo? Oh meu Deus, eu não tinha ideia de como isso aconteceu. E eu tivesse feito isso no meu sono e agora o pobre Justin estivesse preso aqui porque eu estava dormindo nele?
Okay.
O que eu iria fazer?
Tentei pensar racionalmente, mas era meio impossível estando deitada em cima de Justin. Era uma situação estranha. Definitivamente.
Rolei em minhas costas e esse foi um movimento horrivelmente ruim, porque a mão no meu quadril mudou quando eu o fiz e agora estava descansando contra a parte inferior do meu estômago.
Eu derrubei minha cabeça para trás e olhei para Justin.
Sua cabeça estava virada para o lado, longe da minha, e contra a almofada.
- Justin. - chamei-o.
Um olho abriu. — Hon?
- Você não está dormindo. - falei.
- Você estava. — Ele levantou a cabeça, virando-a para o lado. - E eu estava dormindo.
E sua mão ainda estava no meu estômago, mais baixo, incrivelmente pesada. Parte de mim queria dizer a ele para tirar suas patas de cima de mim, mas isso não foi o que saiu da minha boca. — Sinto muito que eu dormi em cima de você.
- Eu não.
Molhei meus lábios nervosamente, eu não tinha ideia do que dizer então fui com um: - Que horas são?
Seu olhar caiu para a minha boca e meu corpo inteiro ficou tenso de uma maneira que não era desagradável.- Depois da meia-noite. - Ele respondeu.
Meu coração estava acelerado. - Você nem olhou para o relógio.
- Eu apenas sei esses tipos de coisas.
- Sério?
Seus olhos estavam encapuzados.- Sim.
- Isso é um talento notável. - Minha mão enrolou em um punho ao lado da minha coxa.
Vários minutos se passaram e o único som era o zumbido baixo da TV. Ele traçou o contorno do meu lábio inferior. Eu me perguntava se Justin iria tocar meus lábios e se eu queria que ele tocasse.
Acho que eu meio que queria.
- Você fala em seu sono. - disse ele.
Meus olhos se abriram. Foda-se esse toque nos meus lábios. - Eu falo?
Ele acenou com a cabeça.
Oh Deus. Meu estômago caiu. - Você está brincando comigo? Porque juro por Deus, se você estiver brincando comigo, eu vou te machucar.
- Eu não estou brincando com você, Hon.
Sentei-me, e ambas as mãos se afastaram. Eu torci no sofá, de frente para ele. Meu pulso estava batendo por uma razão completamente diferente. - O que eu disse?
- Nada, realmente.
- De verdade?
Inclinando-se para frente, ele esfregou as mãos pelo rosto. - Você só estava murmurando coisas. Eu realmente não poderia dizer o que você estava dizendo. - Ele levantou a cabeça. - Foi meio que bonitinho.
Meu coração começou a desacelerar quando o medo afrouxou seu aperto no meu peito. Só Deus sabe o que eu poderia ter dito enquanto estava dormindo.
Olhando para o relógio, vi que tinha passado das três horas da manhã. - Caramba, sua habilidade especial em contar o tempo é uma droga.
Justin encolheu os ombros quando ele deslizou para frente. - Acho que eu deveria ir para casa.
Eu abri minha boca e depois fechei. O que eu estava prestes a fazer? Pedir-lhe para ficar? Como ter uma festa do pijama no meu sofá? Muito bom, Morgan. Eu duvidava que ele estivesse interessado nesse tipo de coisa. - Tenha cuidado ao dirigir. - Eu finalmente disse.
Ele se levantou, e eu olhei para o lugar que ele tinha ocupado. - Eu vou ter.
- E então ele desceu, movendo-se mais rápido do que eu poderia entender o que ele estava fazendo. Ele colocou os lábios na minha testa. - Boa noite, Hon.
Eu fechei meus olhos e minhas mãos se fecharam em punhos.
- Boa noite, Justin.
Ele chegou à porta antes que eu levantasse, segurando a parte de trás do sofá. Meu coração parece que parou de bater por um meio segundo e eu entreabri meus lábios. Eu precisava falar.
Ele parou. - Sim?
Respirando fundo, forcei as palavras. - Eu tive uma noite realmente boa.
Justin olhou para mim um momento e depois sorriu. - Eu sei. - então ele se virou e parou por um instante, mas depois tocou a maçaneta da porta.
- Justin?
Ele se virou para mim novamente.
- Está um pouco tarde. - falei. E em parte eu estava preocupada com ele. Era tarde da noite e ele ia voltar pro seu apartamento que ficava sabe-se lá aonde.
Justin levantou uma sobrancelha.
Continuei. - Você não acharia melhor se... - Deixei a frase solta
- Se? - ele levantou uma sobrancelha.
Se você ficasse, era o que eu queria dizer. Mas as palavras simplesmente não saíram. Eu iria mesmo pedir um garoto pra ficar na minha casa? Eu iria mesmo pedir Justin para ficar na minha casa? Sacudi a cabeça em desaprovação comigo mesma. Eu ainda não estava pronta pra isso.
- Se o quê, Hon? - Justin pressionou-me. Ele ainda estava parado diante da porta, o escuro da noite fazendo sombras em seus olhos e isso só o deixava mais bonito.
Suspirei e soltei o ar dos pulmões.
- Não é nada. - finalmente falei. - Tenha uma boa noite.
Então ele fez um aceno com a cabeça e se foi.

Ontem, assim que Justin saiu, eu quis me jogar pela janela do dormitório.
Eu tinha sido uma idiota; simplesmente idiota.
Sacudi a cabeça. Não, Morgan, Não!
- Você é uma idiota, Morgan Smith! - falei para mim mesma, diante do espelho.
Eu quase tinha pedido para Justin ficar. Era pura maluquice. Quer dizer, éramos amigos e tudo mais, mas somente isso. Eu não estava preparada para levar a coisa mais a sério, simplesmente não podia, não conseguia. Tudo o que eu não queria era passar por tudo aquilo novamente. Mas o efeito que Justin causava sobre mim, o modo como ele fazia com que eu me sentisse bem, com que eu me sentisse segura, protegida, tudo isso só contribuía para o fato de que eu não conseguia me afastar dele, de jeito nenhum.
Terminei de escovar os dentes e peguei minha bolsa em cima do sofá. Tranquei a porta do dormitório e saí correndo, esperando que ninguém me visse.

Eu consegui chegar na hora exata na sala de aula e sabia que podia me acostumar com isso. Não era tão difícil, era só correr um pouco. O pessoal da academia de kickboxing era muito legal, mesmo que no começo não acreditassem que uma garota como eu pudesse realmente lutar alguma coisa. Apesar de eu ter chegado na sala de aula toda suada, eu sabia que valeria a pena. Tudo isso só contribuía para eu retomar a minha vida e isso era o que eu queria.
Ofegante, me sentei na mesa do refeitório enquanto Jas vinha em minha direção.
Ela me encarou por um instante. - Um caminhão ou algo do tipo passou em cima de você?
Eu gargalhei. - O quê? Não estou tão ruim assim!
- Só está toda descabelada! - ela afirmou. - O que você andou fazendo hoje mais cedo?
Passei os dedos entre as mechas dos cabelos, numa forma de tentar amenizar a situação. - Nada. - dei de ombros.
- Por que você está mentindo pra mim, Morg? - ela sugou um pouco do suco que estava no canudinho. - Eu te vi saindo do campus.
Meu coração acelerou.

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Como o capítulo ficou pequenininho, se vocês comentarem, eu continuo rapidinho.
Jo: Claro!
Lu: Hauheuaheuhae, pra vc ver, gata. Enfim, obrigada pelo carinho de sempre, Lu!
Gaby: Aaaaah, ficou legal, né?! Hahahah, obrigada!
Nath: Kkkkkk, claro, Nath, obrigada pelo comentário, sua linda.
Paty: Prontinho.
Anônimo: Huaheuhaueha que bom que você está gostando, gata. Fico feliz.
Swag do Bieber: Eu juro que vou tentar ler, gatinha. Olha, sobre a divulgação, eu não sei exatamente. Vai lá em cima, em '' Contatos '', vai ter o contato da dona, a Ally, tente falar com ela. Boa sorte!

Ah! Vocês viram o A Culpa é das Estrelas? Eu já li o livro, é realmente bom. Mas não consegui ver o filme, até porque na minha cidade não tem cinema. ): Me contem aí, meninas, como é o filme? É bom?

Divulgando: http://eternareality.blogspot.com.br/



4 de jun de 2014

World Of Chances , reescrito : Capitulo 3 - Leiam as notas finais !!!!!!!!!!!!

Justin narrando :
7ª  encarnação.
Estava fugindo dela. Seus olhos eram sombrios, e apesar de tudo, eu a amava. Não era a minha menina, e sim Carolina, minha “irmã”.
Estávamos brincando. Era tipo pique-pega, só que mais perigoso. Estávamos na nossa forma angelical, então qualquer humano que nos visse, morreria.
"Carol! Vem aqui !" Disse enquanto me escondia atrás de uma pedra. Carol parou do meu lado, e me encarou intrigada. "Olha essa menina ali, e diz que ela não te lembra a Lizzie."

A menina era a cópia perfeita da Lizzie, dos olhos claros, aos cabelos longos.

"Justin..."Carol sorriu e se levantou indo até a menina, mas eu a segurei. "Quê ?"Olhei para suas asas, e ela assentiu, as ‘‘guardando’’.
Fiz o mesmo com as minhas, e continuamos a correr para disfarçar.
Lizzie estava dançando sozinha, enquanto um menino a olhava, e ria. Não, não era qualquer menino, era James.

James é um anjo de Lúcifer. Ele traiu o trono, e ficou ao lado de Lúcifer na Queda. E oque ele faz aqui com a minha Lizzie ?

“Está patética ! –James riu , idiota. –Vem, eu te ensino anã.” Anã ? Quem deixou ele ter essa intimidade com a Lizzie ?

“Jamie, não seja grosso comigo ! –Ela sorriu docemente.” Jamie ?

Aparecemos correndo, e Carol tropeçou em algo, caindo por cima de mim. Nós dois ríamos alto, chamando a atenção dos dois.

“Sai Carol ! –A empurrei, e me levantei. –Levanta pirralha.” Ela me mostrou o dedo, e eu a repreendi. “Mal educada.”

Lizzie me olhava com os olhos brilhando, e com a boca entreaberta. Quando Carol os notou, ficou vermelha de vergonha.

“Ah... Hm... Oi ! ” Carol riu do meu nervosismo, e eu a bati nas costas de leve. 
“Estávamos brincando, e nos perdemos. Sabe me dizer como voltar para a estrada ?” Perguntei. James me encarava irritado, e eu o ignorava.

“Tudo bem. Não querem entrar? Está tarde.” Sua voz aveludada me arrepiou, mas não a deixei ver.

“Claro! Olá James ! Quanto tempo! Então, hm... Eu sou Carolina, mas pode me chamar de Carol. E seu nome , é ... ?” Carol se pronunciou, e James arregalou os olhos. Ela quase se entregou ali.

“É um prazer Carol, sou Lizzie. De onde conhece Jamie ?” Elas foram andando pra dentro da casa de Lizzie, e eu e James ficamos do lado de fora.

“Bieber, quanto tempo.” Irônico como sempre.

“Donnatelo, quantos anos , não é ?” (TARTARUGAS NINJAS ! UHUL! ) Ele me olhou com desdém, e entrou na casa. Fiz o mesmo que ele, e quando entrei, Lizzie e Carol riam enquanto faziam chás de amora, meu preferido.

“Hmm... Chá de amora? O meu preferido .” Sorri entrando na cozinha. Lizzie me olhou , e sorriu envergonhada. Carol sibilou “ Ela tá na sua mané, não perde essa chance!” e eu ri .

“Então, Carol me disse que seu nome é Drew, certo ?” Lizzie sorriu colocando a xícara na minha frente, e depois colocou as outras.

“Sim, sim.” Ela se sentou na minha frente, e encarou meus olhos. Os dela me hipnotizavam , e eu me sentia muito bem os olhando.
Passamos a noite na casa de Lizzie, que não desgrudou de mim. Isso era bom, muito bom.

Lizzie narrando

21/12
Conheci um rapaz hoje. Seu nome era Drew, e tinha o sorriso mais belo que meus olhos já haviam visto.
Eu, Jamie, Carol, e Drew, passamos a noite conversando, rindo, e brincando, apesar de Drew  e Jamie brigarem algumas vezes.

“Pessoal, eu vou me retirar, estou com muito sono. Não se importam , não é ?” Carol se espreguiçou, e sorriu cansada.

“Não querida, pode ir para o meu quarto. Pegue algumas roupas para você trocar, sim ?” Sorri. Carol assentiu, e subiu para meu quarto.

Drew me olhava, enquanto Jamie o encarava irritado. Eles se conheciam de alguma forma, mesmo não me dizendo isso.

“Meninos, eu acho que...” Drew me olhou com um sorriso lindo, e eu me senti envergonhada. “Acho que vou subir também. Se importam ?” Jamie segurou minha mão, e negou com a cabeça.

“Durma bem pequena. Eu te amo.” Jamie me deu um beijo na testa, e eu sorri.

“Durma com os anjos pequenina.” Drew sorriu, e eu assenti.

Fui para meu quarto, e deitei na cama de baixo. Dormi após uns 3 minutos, mas antes, senti Jamie deitar-se ao meu lado. Ao menos eu achei que fosse ele.
Ao acordar, senti braços fortes em minha cintura. Me virei, e vi Drew me abraçando. Me assustei, confesso, porém me senti feliz, e segura.
Deitei minha cabeça em seu peito, e ele começou a fazer carinho em meus cabelos. Adormeci novamente.

“ Lizzie, acorde...” Drew sussurrava fazendo-me carinho no rosto.

“Drew?” Abri os olhos levemente, apenas para o olhar. “Oque houve?” Ele tinha o semblante triste, e isso me arrasava.

“Carol e eu já vamos...” Balancei a cabeça negando, e o abracei mais forte. 

“Tenho que ir pequena, desculpe.” Ele se levantou, e eu o segui com os olhos.

“Drew, não...” Vi Carol abrir a porta do quarto, e me olhar. Ela era uma ótima amiga, mesmo sendo doida. “Cah, vocês podem ficar aqui?” Ela negou com a cabeça, e eu assenti triste.


“Ei amiga, escute. Nós vamos voltar, sim? Vamos vir aqui ver-te, está bem ?”Eu sorri triste, e assenti. Levantei-me, e abracei-os. Carolina, e Drew eram anjos na minha vida, e eu odiaria os perder.






Oii meninas, tudo bom ? Ana vindo do mundo da lua pra vocês. 
Sei que demorei pra postar, mas nao tinha tempo, desculpem. 
Tenho provas toda semana, e preciso estudar , então nao consigo escrever. 
Enfim, vim dizer que : eu li um comentário na one shot da Carol, e simplesmente EU ODIEI ! 
Seguinte, Mayara (certo ? ): nós demoramos sim pra postar, e continuamos nossas historias sim ! não somos obrigadas a postar nada todo dia ! Entendam isso ! 



Sobre o vlog (tuts tuts) : Então girls, eu to tentando baixar uns programas pra editar os videos, mas eu sou meio lerda aushaus então se souberem algum programa ME CONTEM ! 

Beijos da Ana u.u 

1 de jun de 2014

History of my life - one shot feita por Carol



   A cada batida que a porta dava, meu coração pulava. Ashley parara de responder minhas mensagens, e não achava sua escola no meio da multidão.
   "Professor Justin?" Lindsay me chamou, trazendo toda minha atenção á ela. 
   "Oi!" Respondi. 
   "Nós vamos entrar agora." Assenti com a cabeça. 
   "Peguem seus instrumentos e vamos lá." Todos estavam tão empolgados, conseguia ver apenas em seus olhos. Entramos no palco, tentei achar Ashley pela plateia enquanto pegavam meu microfone, mas logo vi o mesmo a minha frente. 
   "Desde já, agradecemos pela oportunidade de estar podendo fazer essa palestra musical para vocês." Sorri ao escutar as palmas. "Essa é a quarta convenção de jovens que venho com meu alunos, mas a primeira a qual vamos apresentar, e o tema bullying nos resultou escolher uma cantora a qual sofreu isso em sua infancia, e esses fantasmas a assombraram durante muitos anos." Respirei fundo. "A musica que eles escolheram foi "Warrior" da Demi Lovato." Murmurros. Começaram a tocar o violino, depois o violoncelo e logo após o piano. Estavam em perfeita sincronia. Lindsay cantava maravilhosamente, não me desapontando em nenhuma vez. E finalmente o final.Todos sentaram-se no chão e umamusica de fundo começou. 
   "Warrior foi escolhida pela letra e pela historia da cantora." Lindsay falava de acordo com o ritmo dramatico enquanto se levantava. "Demi Lovato sofreu bullying aos seus 10/11 anos por ser mais gordinha que as outras meninas." Ela foi caminhando para frente, até chegar ao meio. "E sua diferença foi aumentando cada vez, seus pulsos com marcas e suas idas ao banheiro após a cada refeição." Lindsay sentou-se no chão e  Drake levantou-se. 
   "Sua adolescência foi resumida em vergonha de seus braços e a busca da perfeição." Sua fala era dramática e sua voz saia em bom som. "E tão cedo foi parar em uma clinica de habilitação, onde passou seis meses. Recuperou-se e hoje é uma das maiores inspirações para pessoas que sofrem ou já sofreram bullying, e afirma que cada um e perfeito como é." Drake sentou-se e Andy se levantou. 
   "Mas como uma garota tão sorridente poderia se automulticar e sofrer bulimia?"  Andy estava bem ao meio do palco, passou alguns minutos em silencio, dando um drama ainda maior as suas falas. "Alguns falam que é frescura, como se pode sofrer por uma brincadeira de criança?" Sua pausa foi menos demorada. "Mas essa simples brincadeira pode ser levada a sério, levando as pessoas a suicidios quando ignorados." Andy andou em volta de todos, tocando a cabeça de cada um, e ambos levantando. "Então vamos nos unir e vencer essa diferença!" Ashley estava na primeira fileira. "E agora quero chamar uma garota que sai de nossas vidas, da nossa escola por conta do bullying, uma garota que não merecia o que lhe ocorreu." Andy então desceu do palco e puxou Ashley para subir. "Ela assim como a Demi Lovato, elas são guerreiras que superaram seus traumas e tristezas." E todos fizeram um circulo em volta dela e a abraçaram. Aplausos feitos de pé. Ashley estava chorando. Assim que descemos do palco, pude senti ela me abraçar com força. 
   "Acho que escolhi você a dedo." Ela chorava em cima de mim, mas não me incomodava. 
   "17 ano tem muita diferença pra 22?" Ela negou e assim deu-me um selinho discreto.

Pra mudar um pouco o ritmo do blog...