30 de set de 2014

Gavetas.

 Arrume as gavetas do coração. Com certeza tem muita coisa que pode ser jogada fora para abrir espaço para novas coisas. 

  Dia 29/09/2014, dez meses sem você.
Oi...sim, apenas oi, sem meu amor, ou meu anjo, ou qualquer outro apelidinho que já te chamei, pois essa não vai ser uma carta em que eu vou declarar saudades, ou o quanto eu te amo, cansei disso. Essa será minha ultima carta. Calma paranoica, essa não é uma carta de suicídio, é  minha ultima carta para você, porque caralho eu finalmente esqueci! Limpei as minhas gavetas!
Faz uns cinco meses que não mando uma carta, e notei na escola que você também notou isso, é bom né? Quando uma pessoa que a gente acha que gosta da gente e ela do nada desaparece. Foi isso que você fez comigo. Anna, não posso falar que sinto raiva de você, pois foi com você que tive os melhores momentos da minha vida, tive momentos inesquecíveis com você, foi com você que vi que um relacionamento é complicado de se levar, principalmente quando se leva sozinho. Eu te agradeço, obrigada, de todo o meu pobre coração, muito obrigada! Se não fosse por você...
Conheci uma garota, ela é incrível, você iria ama-la, bem capaz que fossem grandes amigas, juro! Ela não se parece muito contigo, e nem tem gostos como o seu, ela é meio fresquinha, mas muito engraçada. Ela aceitou meu amor, só isso que ela pediu, o meu simples amor, diferente de você. Ahhh como é bom amar de novo, você não tem noção! Agora tenho um amor puro, sem querer nada em troca, só eu e ela. Nós dois. Confesso que ainda penso em você as vezes, do  nada me vem você a memória, mas não sinto saudade dos seus beijos, não mais, sinto saudade da menina que eu conheci, uma bem idiotinha e meio desajeitada, falando besteiras e me xingando, aquela minha amiga, ahhh essa amiga que eu sinto tanta falta, você não tem noção no quanto eu sinto falta dessa amiga! Meio bizarro né? A cinco meses atrás eu escrevi uma carta tão cheia de melosidade, falando sobre seus beijos, seus abraços, suas caricias, e você nem respondeu, e agora escrevo essas cartas para ela, minha mais linda nova namorada, e envio sempre na casa dela, e sempre quando ela recebe, mesmo que esteja ocupada com alguma coisa do colégio, ela vem aqui em casa, me enche de beijos e abraços, fala que me ama, jura amor...coisa que você nunca fez.
Espero que conheça um cara, e seja muito feliz com ele, que os beijos façam você delirar, coisa que os meus nunca fizeram, que ele mexa com sua rotina, com seu mundo, que tire você dos trilhos, coisa que eu nunca fiz, e que o ame, ame de verdade, que se entregue de verdade, coisa que nunca fez comigo.
Abraços,
Justin. 
P.S: Com essa carta, mando todos os seus pertences que ficaram aqui em casa, seu perfume, aquele ursinho que me deu de aniversario e aquela minha camisa que é sua preferida. Te mando também todas as fotos que guardava aqui, e ai você faz o que quiser com as nossas miseras lembranças. 

Bom gente, aqui é a Carol, e como eu não sei quando vou postar o capitulo, resolvi postar uma coisinha aqui, só pra não se esquecerem de mim. Espero que gostem, beijos. 

28 de set de 2014

Our Melody - Capítulo 2


“Quem é de verdade sabe quem é de mentira.”
- Charlie Brown Jr.

Portland, Oregon – 21h03 p.m.
Dias atuais.
           
Olívia não estava muito segura. Era uma boa ideia, ela tinha que admitir, mas... Tinha tanta chance de dar certo, quanto de dar errada.
Era realmente um risco. A questão era: ela realmente gostaria de correr esse risco?
Liv nunca gostou de nada que não tivesse controle. Não gostava de surpresas, coisas novas, pessoas novas, acontecimentos inesperados... Bem, odiava não estar no controle. Simples assim.
Arrumou o cabelo até estar do jeitinho que ela queria. Seu cabelo era difícil de domar, mas quando ele colaborava tudo ficava bem. Liv checou-se mais uma vez no espelho. O cabelo estava solto, usava um vestido preto regata que era justo até a cintura, embaixo era rodado. Era um dos melhores que ela tinha. Era básico, mas havia algo nele que ela amava...
Era lindo, mesmo sendo simples.
Usava um colar de diamantes, presente de Augustus. Claro, afinal, sua família não tinha dinheiro para isso. Pegou a pequena bolsa -sua única- e saiu do quarto, descendo em direção à sala.
Lá embaixo estava seu irmão Tyler, comendo pipoca e rindo de algum anime que passava na TV. Deu um meio sorriso, vendo a cena.
Ao seu lado estava Destiny, lendo algum livro. E atrás dela estavam os pais, arrumando a mesa para o jantar. Eles riam e trocavam olhares carinhosos que quem quer que olhe se sentiria amado.
- Querida, você está linda! –Suspirou a mãe. –
Olívia abaixou a cabeça, envergonhada. Não sabia reagir a elogios.
- Obrigada, mamãe.
- Oh, eu preciso bater uma foto! Venha cá, minha filha!
A menina sorriu e foi até sua mãe, de boa vontade. O pai sorriu e deu um beijo estalado em sua bochecha.
- Sorria!
Flash!
Zonza, ela piscou até a luz branca desaparecer de seus olhos. Foi até sua mãe, para ver como tinha ficado a foto e até que ela ficou bonitinha.
Tyler finalmente desviou os olhos da televisão e deu um assobio quando viu a irmã caçula.
- É hoje que Augustus morre do coração!
- Engraçadinho. –Murmurou, corada. –
- Está gata, mana. Não se preocupe. –Sorriu esperto. –
- Pare de encher sua irmã, Tyler!
- Desculpe, papai. –Murmurou, chateado. –
- Está estonteante, irmã! Aposto que Augustus irá adorar. –Destiny piscou. –
Eram tantos elogios e ela nem estava tão bonita assim, pelo menos era isso que achava. Agradeceu a todos. Sua família era tudo para ela. Era incrível como os amava a cada dia mais.
Ouviu uma buzina e sentiu seu coração palpitar. Gus.
Despediu-se de todos e saiu dispara pela porta. Lá estava ele, seu lindo e perfeito namorado, encostado no carro e sorrindo para ela.
Aquele sorriso... Céus, não tinha coisa mais bonita que aquele sorriso. Não mesmo. Puxou ele para um grande abraço. Como tinha sentido sua falta e olha que não se viam há apenas algumas horas.
- Você está... maravilhosa.
- Obrigada. –Corou novamente. – Mas não posso me comparar a você.
Gus usava um terno, que ela sabia que custava mais que sua casa, sapatos chiques e um rolex no pulso direito. Seu cabelo estava cuidadamente peteado para trás, com gel para fixar. Seus olhos azuis brilhavam e eram nesses momentos que Liv se sentia a pessoa mais feliz –e sortuda. – do mundo.
- Pronta, querida?
- Sempre. –Sorriu. -

Tulsa, Oklahoma – 20h12 p.m.
Dias atuais.

- Acha que você precisa relaxar, cara.
- Eu estou relaxado. –Brigou. –
- Não, não está. Você está um pé no saco, para falar a verdade. –Rianna suspirou. –
- Olha, apenas fique quietinha e me deixa em paz, beleza?
- Qual é, Justin Bieber! Vai mesmo agir como uma menininha na fossa? Vira homem, porra!
Ele rolou os olhos. – Senta aí e vê o filme, pode ser?
- Não, não pode. Você tem que aprender a aceitar as coisas, Justin. Não deu certo, enfim, fazer o quê? Tenta de novo, ué. Faz carreira solo, monta outra banda... Segue em frente. Pô, cara, mas ficar aí chorando feito uma foca morrendo não vai te levar a nada.
Justin suspirou. Ele sabia que ela tinha razão. Quando se deu conta do que ela falou, a olhou incrédulo.
- Eu não estou chorando.
- Me engana que eu gosto, neném chorão!
- Para uma menina de dez anos você é bem irritante.
- E para um homem feito de vinte anos você é bem chorão.
- E daí se eu chorei? –Admitiu, irritado. – Perdi meus melhores amigos e minha banda, tenho motivos para chorar!
Rianna abriu a boca várias vezes, mas fechava sempre em seguida. Jogou os cabelos cacheados para trás e suspirou. Olhou para Justin, com os olhos quase saltando fora das órbitas. Ele conhecia aquele gesto, dizia que ela estava irritada. Bem irritada.
- Você é a pior babá do mundo!  –Gritou, por fim. –
Ele rolou os olhos, mas não respondeu. Ela continuou.
- Eu é que tenho que cuidar de você. Que tipo de babá você é, afinal?
- Qual é, Riri. Dê-me um desconto.
- Se me chamar de Riri novamente, eu quebro a sua cara, palhaço!
Justin riu, mas ao ver a expressão da menina, parou na hora. Conhecia a garota há anos, ele cuidava dela desde o berço. Sua mãe trabalhava a noite, por isso Justin cuidava dela. Adorava a garota, que era sua vizinha, e ainda ganhava um bom dinheiro. Então por que não?
Agora, nesse momento, ele se perguntava... Por que sim?
- Agora vai lá fazer uma pipoca para mim.
Justin mandou um olhar feio para ela, mas se levantou.
- Folgada. –Murmurou. –
- Eu ouvi! –Ela gritou da sala. –
- Era para ouvir mesmo! –Retrucou, gritando também. –
Fez a droga da pipoca –de muita má vontade- e se dirigiu à sala. Rianna olhava com uma cara de tédio para o filme que ele não pode deixar de sorrir. Ela era mesmo uma figura! Entregou a pipoca para ela, que apenas sorriu e deu um beijinho em sua bochecha.
Os olhos da pequena já estavam se fechando.
“Fiz a pipoca para nada...”, pensou. Sorriu logo depois e pegou a menina no colo e a levou para seu quarto. Colocou-a na cama delicadamente. Justin sorriu e começou a cantar, enquanto acariciava seu cabelo levemente.

It's funny how some distance
(É engraçado como um pouco de distância)
Makes everything seem small
(Faz tudo parecer pequeno)
And the fears that once controlled me
(E os medos que uma vez me controlaram)
Can't get to me at all
(Não chegam nem perto de mim)
Up here in the cold thin air I finally can breathe
(Bem aqui no ar frio que eu finalmente posso respirar)
I know I left a life behind
(Eu sei que deixei uma vida para trás)
But I'm too relieved to grieve
(Mas estou aliviado demais para lamentar)
Let it go, Let it go...
(Deixe ir, deixe ir…)

Quando ia cantar o resto, viu que Rianna, ou melhor, Riri, já tinha pegado no sono totalmente. Ela dormia tranquilamente. A luz da lua batia em sua pele morena, dando um contraste lindo. Justin ainda mexia no cabelo cacheado da menina, sorrindo.
Aquele com toda certeza do mundo não era seu tipo de música. Só contava para ela, pois sabia que a menina amava frozen. Mas algo naquela música o fez pensar.
Será que estava realmente na hora de deixar as coisas irem?

Portland, Oregon – 22h13 p.m.
Dias atuais

- E então, o que você acha?
Olívia o olhou e deu um grande suspiro. A ideia era boa. Excelente, se pensar bem. Mas, algo dentro dela não gostava tanto assim desse conceito maluco e repentino...
Mais cedo, naquele mesmo dia, seu pai e seu namorado contaram tudo sobre Battle Of Tunes.
Como funcionava, onde iria ser, qual era o prêmio, quem eram os jurados, que dia seria... Tudo.
A Battle Of Tunes era um programa muito famoso que todas as pessoas normais conheciam, mas Liv nunca foi uma garota totalmente normal. Sempre foi meio avoada, lerda em pensamentos tanto quanto fisicamente e jamais se ligou em modinhas. Essa não seria uma exceção. Seu pai, Michael, enquanto almoçava em uma lanchonete perto de onde trabalhava viu o comercial e achou interessante. Falou com Gus, que achou a ideia brilhante e apoiou totalmente. Liv nunca tinha ouvido falar sobre aquele programa. Nenhuma vez. Entretanto, enquanto seu pai explicava não pode deixar de perceber que aquilo tudo soava um pouco familiar...
Foi aí que se lembrou. Outra pessoa já tinha tentado levar ela ao programa. Porém, ela não deu ouvidos à pessoa. Na verdade, mal prestou atenção. Ouviu apenas pedaços. Programa musical... Violino... Um milhão de dólares... Você. Apenas isso.
Aquilo tinha sido há um ano, mas ela se lembrava de vagamente de sua melhor amiga, Fernanda, a incentivando. E essa quando viu que a melhor amiga não estava prestando atenção, desistiu.
Agora, no entanto, Olívia estava bem interessada.
Era simples: o programa aceitava qualquer tipo de música. A pessoa podia simplesmente tocar instrumentos, poderia cantar, fazer acappella, banda, dupla, grupo, solo. Qualquer coisa, com tanto que tivesse relacionado à música. De todos os tipos. Olívia achou interessante esse programa. Nunca tinha visto nada igual.
A ideia, no começo, tinha sido apenas Olívia ir. Ela se apresentaria e tentaria ir o mais longe possível. A família acreditava no potencial da menina e tinham certeza que ela iria longe.
Não era para menos, ela realmente era tinha talento. Um talento que poucos tinham.
Porém, agora, Gus tinha feito outra proposta.
Ele tinha simplesmente sugerido que eles fizessem uma dupla. Ele tocava bastantes instrumentos, tanto quanto ela, mas seu forte era o violoncelo. E ela o violino. Esses dois instrumentos simplesmente se completavam, tanto quanto os dois.
- Eu não sei, Gus... –Ela o respondeu, meio incerta. –
- Amor, está tudo a nosso favor!
- É tão clichê. –Ela suspirou. –
- É claro que irá ter várias duplas como a nossa, mas quer saber o que nos diferencia?
- Hm?
- Eles não têm você.
Ela gargalhou com o comentário do namorado, mas corou mesmo assim.
- Caramba, você ama me deixar sem graça.
- É apenas a verdade.
- Existem violonistas melhores do que eu no mundo. Muitos, aliás.
- Não acho. É uma pena que não saiba o quanto é boa. –Ele sorriu, frustrado. – Se soubesse o talento que tem...
- Enfim... –Ela o cortou, ainda corada. – Não sei ao certo. Nem sei se realmente quero ir.
- Sua boca diz isso, mas seus olhos dizem outra coisa...
- Isso não vem ao caso, uma coisa que eu aprendi durante a vida foi que nem sempre podemos ter tudo que queremos.
A expressão de Gus se fechou de repente. Ele a olhou sério e balançou a cabeça de um lado para outro. No fim, pegou a mão da namorada e acariciou.
- Amor, eu sei como a situação econômica de vocês é delicada, mas sabe que isso não é problema para mim. Tudo pode ser por minha conta, você sabe que quando o assunto é você, eu não me incomodo.
Foi à vez de Oliva ficar séria.
- Quero deixar claro que se eu for para essa viagem, será por minha conta. Eu tenho minhas economias, você sabe.
Ele sabia. Nas férias de verão, Olívia sempre trabalhava duro. Trabalhava desde os doze anos. Todavia, como era pequena trabalhava meio expediente e nada muito pesado. Levava cachorros para passear, era babá, vendia limonada... O importante era que sempre estava fazendo alguma coisa. E desde aquela época guardou o dinheiro em uma poupança que seus pais criaram. Nunca tirou um centavo de lá. O que era bom, já que agora sua conta estava cheia de dinheiro e ela poderia usar para o que quisesse.
Amava Gus, mas não se sentia confortável ao vê-lo gastando seu dinheiro com ela. Claro que aceitava alguns presentes, afinal, namorados fazem isso, mas não o tempo todo.
- Certo, certo... Então qual é o problema? Acha que não formamos uma boa dupla?
- Não, não é isso...
- Ainda bem, porque acho que juntos somos perfeitos. –Ele sorriu terno. – Em qualquer sentido. Porém, se não é isso, o que é?
- Eu não sei. –suspirou. – Acho que isso não vai levar a lugar nenhum, entende?
- E se levar? Nunca vai saber se não tentar, amor. Você mesma me ensinou isso.
Droga, resmungou para si mesma. Odiava quando as pessoas usavam seus próprios argumentos contra ela.
- E então... topa? –Sorriu. –
Ela pensou. Será que valia a pena? Sair de sua cidade amada, do seu conforto, para pegar um avião e ir para Nova Iorque que era do outro lado do país? Fora que as chances de nem passarem nos testes eram bem altas?
Será que valia à pena? Realmente?
Já ia negar, mas então algo veio em sua mente. Era uma visão de ela tocando violino na frente de uma grande plateia. Fazendo o que amava e melhor ainda, compartilhando com o mundo sua paixão. Todos sorriam e a olhavam com admiração.
E ela percebeu que queria aquilo. Queria compartilhar com o mundo sua paixão pela música. Não queria fama, queria apenas incentivar mais pessoas a esse ramo.
Era bem provável que não conseguisse. Teria milhões de pessoas que participariam. De todos os estados e de vários países.
Só que uma voz irritante perguntava em sua mente “E se?”.
Poderia ser que não vencesse, no final das contas, mas de uma coisa era fato, ela nunca saberia se não tentasse.

- Sim, eu topo. –Sorriu, animada. – 

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E aqui está o segundo capítulo de Our Melody! Espero que gostem hahaha Fiquei muito feliz com os comentários, sério. Muito, muito e muito obrigada mesmo. Isso incentiva demais. Sei que este foi meio chatinho, mas ele é realmente necessário. Espero que tenham gostado da Rianna, ou melhor, da Riri! Ela é uma das minhas personagens preferidas hahaha E sim, o nome dela é assim mesmo, sem o "h". Quem tiver Whats, me chama lá: (13) 99612-5617!

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Dilvulgado: 

http://bieberourprincebraziliebers.blogspot.com.br/

27 de set de 2014

Trust Me - Capítulo IV - Meu Nome é Justin




MEU NOME É JUSTIN

Fechei os olhos e respirei fundo. Os policiais começaram a gritar pedindo para que eu largasse a arma, eu não iria largar. “Larga a arma ou atiramos.” Tive vontade de rir, tive sim. O som de pneus derrapando me fez abrir os olhos. Era o carro azul, ele parou na minha frente e a porta foi aberta. O homem lá dentro de olhos castanho claro gritava me pedindo para entrar no carro. Eu não sei se devia, ele era o inimigo. Entrar no carro dele era como pedir para morrer. Mas não tinha muitas opções. Entrava no carro e tinha uma esperança de sair dali, mas eles podiam me sequestrar ou algo assim. Ou não entrava e iria presa ou alvejada.

- ENTRA LOGO NESSE CARRO! – ele gritava. Grunhi em ódio e entrei correndo.

Os policiais começaram a atirar contra o carro, mas para minha sorte era completamente blindado. Ainda estava para descobrir como mesmo de carro conseguiria sair sem passar por cima dos policiais. Ele acelerou e virou na direção dos policiais, ele ira fazer exatamente o que eu disse: passar por cima dos policiais. Eu não estava levando muita fé que ele iria fazer isso até que ele enterrou o pé no acelerador. Habilidosamente ele passou por entre dois carros da polícia e pelo que vi ele atropelou um dos policiais que atirava contra o carro.
Na saída do Galho Quebrado ele virou na direção direita indo para rodovia. Ele nem ao menos diminuiu a velocidade quando estávamos muito longe do Galho Quebrado. Pelo retrovisor pude ver o amigo dele olhando atentamente meus movimentos esperando que eu fizesse algo ruim suficiente para ele ergue a merda da arma.
Comecei a pensar em James, se ele conseguiu sair do local sem nenhum tipo de dano. Que ele conseguiria sair isso eu sabia, mas em que condições não e isso me preocupada. Pensei em Katrinna e Alanna se também conseguiram sair a tempo. Os equipamentos eram o de menos, custavam caro e repor tiraria dinheiro do nosso bolso, mas nada que não pudesse ser recolocado. Pensei em Chris e por alguns segundos pensei até mesmo em Anne, claro que não passou de meros segundos e para ser bem sincera eu pensei como Chris iria se sentir caso ela fosse morta ou presa. Procurei eu celular nos bolsos e o amigo do motorista de olhos claros apontou a arma para mim.

- O que você está fazendo? – perguntou. Ele tinha uma voz bem grave.
- Procurando meu celular. Abaixe essa arma agora. – falei calma e baixa. Ele não abaixou a arma e aqui me incomodou. – Abaixe a arma agora. – disse firme.
- Abaixe a arma Chaz. – falou o que estava dirigindo. Respirei fundo e continuei a procurar pela calça e casaco, mas não encontrei.
- Merda. – murmurei. Já estávamos bem longe do galho quebrado e estávamos entrando na área de classe média da cidade. Esperei até que ele passasse o mais perto do centro para manda-lo parar o carro.
- Não vou deixar você aqui, é perigoso.
- Tá de brincadeira né? – não pude a grande risada que dei. – Não sou uma adolescente indefesa que não sabe de cuidar. Pare o carro agora.
- Não vai dar princesa. – ele fala sem me olhar.
- Se não parrar salto com ele em movimento. – em resposta escutei as travas das portas sendo ativadas.
- Para o carro agora. – disse começando a ficar seriamente estressada. Para piorar ele não disse nada e eu com minha impaciência e doida para bater nele ou faze-lo sofrer um acidente peguei no volante girando de um lado para o outro. – Deixe-me descer agora!
- Pare de fazer isso sua maluca, vou bater o carro! – ele gritou comigo.
- Abre a merda da porta agora! – gritei de volta. Girei com toda minha força para a esquerda e ele deu uma tapa forte no meu rosto me fazendo ir para trás. – Filho da puta! – dei um soco em seu rosto. Ele levantou a mão para me bater de novo, mas peguei sua mão torcendo o dedão e com minha outra mão livre empurrei a cabeça dele contra o vidro da porta do carro com força.
- Pare de fazer isso sua vagabunda! – ele disse raivoso. Logo senti uma pancada na minha cabeça que me fez perder os sentidos por pelo menos um minuto. O amigo dele, Chaz, tinha me acertado. Quando enfim a moleza tinha passado eu vi pelo retrovisor de fora um carro muito conhecido por mim. Dei uma leve risada.
- Está rindo de que? – perguntou Chaz. Não respondi nada deixei que James respondesse.

Ele ultrapassou o carro de Chaz e seu parceiro e freou o carro fazendo com que o motorista do meu carro fresasse também. Logo o carro de James acelerou absurdamente e ele fez um drift parando o parou de lateral. Meu carro foi freado bruscamente me fazendo ir para frente e quase bater com a cabeça no vidro. James saiu do carro apontando duas armas para o carro e logo vi Alanna e Katrinna também saírem do carro e para minha surpresa Chris apareceu também e eu pude ver uma mancha bem grande de sangue na sua blusa. Ele tinha levado um tiro e mesmo assim estava ali apontando uma arma para o carro do meu inimigo.

- Se eu fosse você abriria a porta desse carro. Para o seu bem sabe. – cruzei os braços. Ele pareceu avaliar as opções e decidiu destravar a porta. Ia abrir a porta para sair, mas ele segurou meu braço e meus pelos do braço se ouriçaram.
- Meu nome é Justin, a propósito. – ele sorriu. Não fiz nada apenas sai do carro.
- Peguem o anel. Tem um amiguinho com ele no carro. – Katrinna e Alanna foram pegar e James me abraçou forte beijando minha testa.
- Você está bem? – murmurou no meu ouvido. Apenas assenti com um movimento positivo apesar da dor de cabeça forte. Dei um selinho nele e fui em direção a Chris que estava encostado no carro com dor.
- Chris precisamos lhe levar para um hospital rápido. – o sague tinha praticamente tomado conta da blusa toda.
- Eu estou bem. – ele colocou a mão ensanguentada no meu pescoço. Fez feição de dor.
- Não está não. – tentei levar ele até o banco do carro, mas sozinha não conseguiria. – James me ajuda aqui. – sem falar nada ele apenas ajudou. Coloquei-o sentado no banco da frente do carro e pedi para que James fosse ver logo as coisas com as meninas para irmos logo a um hospital mais próximo.

Assim ele fez e eu fiquei com Chris e seu sangramento não parava o que me deixava muito aflita. Se ele perdesse sangue demais desmaiaria e isso só complicaria as coisas. “Rápido” gritei para eles. Pude escutar barulhos de socos e armas sendo destravadas. Logo Katrinna e Alanna entraram no carro ainda mirando neles e James entrou no banco do motorista eu coloquei Chris o mais confortável possível e entrei atrás com as meninas. James não economizou o pé no acelerador.
Chegando ao hospital eu não esperei nem James estacionar direito. Abri a porta e depois a dele ajudando ele a sair do carro, logo Katrinna veio me ajudar a subir as escadas com ele. James veio correndo e tomou meu lugar passando o braço de Chris pelo pescoço e Katrinna nem precisou mais ajudar. Assim que entramos com ele na emergência dispuseram uma maca e logo enfermeiros correram para atendê-lo. James me abraçou confortando-me.


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Gente, uma perguntinha.
O que vocês esperam dessa fic?
- Dricka.

26 de set de 2014

John, Avalanna, e Justin . Leiam por favor.

Olá meninas, tudo bom ? Bem, Ana aqui .
Essa semana aconteceram coisas bem... complicadas para nós todas certo ? Justin conseguiu estourar os tímpanos, e hoje, dia 26/09 fazem dois anos desde a morte da nossa Srta. Bieber, Avalanna Routh.

E bem, pra mim, além disso tudo, me aconteceu algo que eu jamais iriei querer pra ninguém : perder o melhor amigo, e pior ainda, pras drogas.
Johnatan Bastos, sim, ele tinha meu sobrenome, 17 anos, e os olhos mais lindos que vocês podem imaginar existir.
Eu realmente não estou bem, ele era meu anjo, assim como a Avalanna é, e assim como eu digo que Justin é meu anjo também. Meu anjo da guarda, meu amor, meu confidente, meu melhor amigo.
John, eu quero que saiba, que de onde estiver, eu estarei te amando, rezando por você, pensando em você, porquê eu nunca irei te esquecer.
Jamais esquecerei nossas brincadeiras, nossas risadas, nossas brigas sem motivos, nossas viagens para varios lugares, as vezes em que você me protegeu de algo, ou de alguém que não iria me trazer nada de bom, as vezes em que eu te abraçava chorando, e você me falava que tudo ia ficar bem... Sentirei falta de você todo.
Do jeito que me olhava, do seu perfume, do jeito que falava meu nome, do jeito que seu abraço era confortante, do jeito que ria, do jeito que suas mãos encaixavam nas minhas, do jeito em que me falava que tudo ficaria bem, de tudo, até do seu sorriso safado algumas vezes.
Eu te amo, mesmo nunca tendo te dito isso, não como amiga, e sim como algo a mais. Forever J ♥ 



Justin e Avalanna, obrigada por existirem no mundo, e nos céus. Vocês animam o dia de todas as beliebers no mundo, a todo momento.
Amamos vocês demais. Mais uma vez, obrigada por estarem aqui.

Usem essas hastags no twitter, tumblr, instagram, e facebook !! 

#FOREVERJ
#WEMISSYOUSWEETAVALANNA 
#GETBETTERJUSTIN 

25 de set de 2014

Born To Be Bad - 2º Capítulo -What Is His Problem?



Eu destravei o carro e finalmente sem nem um obstáculo dei a partida podendo ir para casa e em fim descansar após terminar de corrigir algumas provas. Dirigi com meus pensamentos dispersos, tudo se ligava ao que estava acontecendo comigo e Lisa. Tristemente eu sentia ela se afastando, tristemente eu percebia que ela já não estava tão admirada comigo, tristemente eu sentia que ela havia se cansado do modo como eu me comportava. Eu sabia que pra ela eu certamente não era tão encantador como nos primeiros meses que estivemos juntos, provavelmente ela já estava cansada o bastante de meu modo reservado e calado, ela parecia não me suportar, sempre há algo que nos impeça de ter uma noite agradável, sempre há algo que nos impeça de terminar um dia sem brigas.

21 de set de 2014

Trust Me - Capítulo III - Acordo




ACORDO

Pegamos o carro mais popular para irmos até o endereço. Era um bairro bem movimentado e de classe média, se aparecêssemos com uma R8 ou um Audi chamaria muita atenção. Eu peguei meu Ford que foi um dos meus primeiros carros, fazia séculos que não o usava, mas simplesmente não podia me desfazer dele. Ele tinha um significado para mim, meu pai me deu quando ainda era vivo. Eu usava o Ford para ir à faculdade quando ainda tinha interesse em ingressar em um emprego civil.
Estacionamos e eu mantive os vidros pretos do carro levantados. Primeiro precisaríamos observar o bairro e ver se ninguém iria entrar na casa. Era uma casa relativamente pequena, ela ficava mesmo era no segundo andar, o primeiro era a garagem onde no notebook indicava que estava o carro do ladrão. A porta da garagem estava fechada e na lateral tinha uma escada que levava até a porta de casa no andar de cima. Por fora a pintura da casa era azul e branca e estava descascada e velha.
Cerca de meia hora depois que chegamos vi um homem branco de cabelo castanho médio se aproximar da casa. Ele usava uma calça jeans e blusa branca. Subiu a escada de madeira e entrou na casa nem problemas. Então a porta estava aberta facilitando meu trabalho. No carro estávamos armados até os dentes. James segurava duas metralhadoras em volta do corpo. Eu levava duas HK USP (Match) na cintura. Katrinna trazia um fuzil e uma HK G3-A3. Alanna tinha um Walther MPL e uma HK MP5 A2. Eu não gostava muito de armas grandes, minha arma favorita era a que eu levava comigo a HK USP.
Confesso que a espera estava me deixando louca naquele carro. Minha bunda começava a doer e eu comecei a ficar inquieta. Cerca de quatro ou cinco horas depois decidimos agir. Foi quando a rua ficou o menos movimentada possível. Contei até três e nós quatro saímos do carro e as poucas pessoas que estavam na rua nos olharam assustadas por conta das armas. Pelo tempo que ficamos ali não tinha mais que duas ou três pessoas dentro da casa. Subimos a escada e entramos na casa com brutalidade chutando tudo que vimos pela frente. Ouvimos vozes e a seguimos até uma sala que eu reconheci logo como um escritório. Empurrei a porta com toda a força da minha perna e peguei minhas armas na cintura apontando para os dois caras na minha frente.
Os dois levantaram as mãos instantaneamente. Eles estavam assustados e confusos. O que estava em pé eu reconheci sendo o cara que entrou horas antes na casa. Olhei para o que estava sentado atrás de uma mesa, quando ele olhou nos meus olhos eu o reconheci. Reconheci aqueles olhos. Fui para cima dele e coloquei meu pé encima de uma das pernas dele e coloquei a arma destravando-a apontada na cabeça dele. Aproximei meu rosto do dele o suficiente para sentir a respiração acelerada dele no meu rosto.

- O mundo é pequeno mesmo não é? – disse a ele que me olhava agora sem expressão. – Cadê o meu anel?
- Eu não sei do que você está falando. – passei a arma para a garganta dele levantando seu rosto. Levantei meu tronco para encara-lo melhor.
- Ah não? Então me deixe refrescar sua memória. – dei uma pancada na cabeça dele com a arma. – Lembrou agora?
- O anel não está aqui ok? – ele fez uma careta por conta da dor.
- E o que tem dentro do cofre? – disse e atirei no quadro que tinha parede a minha direita.
- O anel não está ali. – disse com dificuldade. Peguei-o pelo colarinho da blusa e o levei até o pequeno cofre batendo a cabeça dele na parede.
- Abra. – ele protestou, mas eu bati com a cabeça dele novamente na parede e ele rangeu os dentes em dor. – Se você não abrir por bem, eu vou bater tanto com a sua cabeça nessa parede que você na melhor das hipóteses tenha apenas uma amnésia e na pior um traumatismo craniano. Mas uma coisa eu te digo, você vai abrir esse cofre. – ele continuou quieto sem se mexer. – Abra o cofre. – ele não se mexeu e eu taquei a cabeça dele de novo na parede e ele gritou de dor.
- Ok, eu vou abrir, mas não tem nada aqui. – ele digitou os números e o cofre abriu e lá só tinha dinheiro, uma arma e um pequeno saco de maconha. Mas nada de anel.
- Não tá aqui. – disse ao pessoal.
- Eu disse.
- Eu quero meu anel moleque. – disse irritada colocando a arma na cabeça dele novamente.
- Eu posso levar para você, onde você quiser. Só me dizer hora e lugar. Eu juro que eu levo.
– Não brinque com a sorte, hoje mesmo eu quero o anel em minhas mãos ou você não vai mais pertencer a esta terra. – disse saindo de perto dele deixando-o no chão. – Me encontre no Galho Quebrado ás uma da manhã. É bom você aparecer mesmo e não tente nenhuma gracinha, lá é a minha área. Vamos. – disse saindo e Katrinna ficou por ultimo dando cobertura para nós.

Entramos no carro e eu dirigi até minha casa que era praticamente do outro lado da cidade, na área nobre. No carro ninguém disse nada e eu também não queria ouvir nada de ninguém. No Galho Quebrado as coisas se resolveriam. Os seguranças barraram o carro pelo fato de ser muito simples. Abaixei o vidro e assim que o segurança chefe me viu abriu os portões e eu estacionei na entra mesmo. Entramos na minha casa e Dorotéia deixou um caso de porcelana cair no chão pelo susto tomado por conta das armas.

- Desculpe Cherry. – ela disse aflita.
- Tudo bem, só limpe. – me joguei no sofá.
- Acha que foi boa ideia deixar ele para entregar no Galho Quebrado? – perguntou Alanna com sua feição duvidosa.
- Eu tenho certeza que o anel não estava lá e…
- Eu sempre confio no que você julga Cher, você sempre acertou, mas acho…
- Se confia porque está contradizendo? Alanna ele não vai poder armar nada no Galho, lá é nossa área. Ele não conhece com certeza, esse cara é novo nisso. – tentei ser o menos rude possível. Uma dor de cabeça forte tomou conta.
- Crianças eu acabei de fazer o almoço, ainda bem que fiz bastante. Venham comer, colocarei a mesa. – todos levantaram inclusive eu, de repente eu fiquei com fome.

Dori colocou os pratos a mesa e nos sentamos. James sentou ao meu lado e Katrinna e Alanna a nossa frente. Dori serviu os pratos com arroz e feijão e colocou uma carne assada com batatadas no centro da mesa e em outra travessa uma salada.

- Comam bem crianças. – ela disse saindo.
- Coma conosco Dori. – pedi a ela, eu não me importava em que ela comesse com a gente, na verdade Dori sempre comia comigo e eu achava ridícula essa história que o empregado não podia comer com o patrão.
- Ah, não querida. Tenho que fazer algumas compras no mercado, estão faltando muitas coisas e eu estava adiando essa visita ao supermercado, mas agora não tem jeito. – ela deu tchau a todos e saiu pela porta da cozinha.


Foi um almoço agradável e risonho. Eram poucas às vezes em que realmente comíamos juntos. Não me lembro de quando foi a ultima vez para ser sincera e não me lembro de ter ficado tão feliz e rido tanto. Serviu para espantar todos os fantasmas da minha mente. Deixamos tudo na pia e as meninas foram para a sala de jogos enquanto eu só queria dormir na minha cama fofa e confortável. Entrei no quarto e fui logo tirando a roupa e guardei minhas armas debaixo da mesa que tinha no canto do quarto. Entrei no banheiro e coloquei a água no quente. Deixei a água cair nos meus ombros relaxando os músculos. Decidi não molhar os cabelos já que iria dormir.
Coloquei apenas um conjuntinho de flanela de cor dourada e cai na cama com tudo. Parecia que não dormia há dias porque eu subconsciente tomou conta e eu dormi muito rápido.
No meu no meu sono, eu acordei com braços me puxando para perto de um corpo quente e grande. Sem muito controle do meu corpo apenas me deixei tomar por aqueles braços acolhedores e fortes. Meu rosto encostou-se entre seu peito e pescoço e seu cheio era familiar e gostoso. Era um cheiro amadeirado. Novamente tudo ficou preto na minha mente.



“Cher acorde já passa das oito.” Uma voz masculina me chamou. Mas dormir parecia bem melhor do que escutar essa voz. Geralmente eu não dormia como uma pessoa normal, eu já cheguei há passar quatro dias em claro. Dormir sempre foi um privilegio não concebido a mim, por isso sempre que podia dava uma cochilada, por isso era tão importante. “Cher meu amor, levante, temos muito que resolver.” Dessa vez a voz veio mais alta me fazendo abrir os olhos e me deparar com outros olhos, olhos verdes como esmeraldas.

- O que houve? – perguntei tentando me manter alerta.
- Está dormindo desdás duas da tarde, já passa das oito agora. As meninas já armarão uma forma de nada dar errado, tivemos que pedir alguns reforços. – James beijou minha testa. Acho que agora seria uma boa hora de falar sobre a nossa relação.
- James. – chamei-o. Sentei-me melhor na cama para encara-lo. – Eu queria fala com você sobre… o que você me falou naquele dia no galpão. – eu o olhava com atenção e vi-o suspirar.
- Cher se você não me quer…
- Eu acho que podemos ir com calma. – subi um pouco o tom de voz para interrompê-lo e ele me olhou sem expressão. – Eu acho que devemos apenas deixar as coisas acontecerem. Eu gosto muito de você James, gosto mesmo. Mas não quero simplesmente falar “aceito namorar você” se realmente não quero. Entenda que eu tenho minha liberdade há muito tempo, vivo minha vida sem dar satisfação a ninguém e isso vai ser uma transição para mim. – foi tudo o que eu consegui dizer, ele estava sem reação nenhuma no rosto apenas me olhava. Quase pensei que ele ia me atacar a qualquer momento. O silêncio ficou vergonhoso para mim. Quando estava prestes a levantar e entrar no banheiro e o mandar esquecer tudo o que eu falei, James me agarrou me abraçando. Caímos na cama.
- Eu só quero uma chance com você Cher, é tudo o que eu preciso. – ele beijou meu pescoço e me olhou.
- Mas vamos com calma, não vem achando que é meu dono não. Não tenho que dar satisfação sempre que vou a um lugar.
- Eu não ligo desde que você esteja comigo. Eu não ligo Cherry. – ele me beijou com sua língua invadindo minha boca.
- Seu nojento, eu acabei de acordar. – fiz cara de nojo.
- Eu não ligo Cher. Vem cá me dar um beijinho. – James ficou balançando a língua como se estivesse lambendo um sorvete.
- Sai daqui, me deixe levantar. Vou tomar banho. – levantei e fui andando em direção ao banheiro.
- Então acho que vou também. – ele levantou indo em minha direção começando a tirar a blusa, mas parei-o.
- Não, não, não. Não vai não. Você vai até a cozinha me trazer um copo enorme de vitamina de morango. – disse empurrando ele para fora do quarto. – Peça a Dori ela vai adorar que você peça a ela para me trazer uma vitamina. – ela ia mesmo gostar, já que eu era uma menina irresponsável que não cuida da própria saúde e blá, blá, blá.

Tomar banho depois de uma transa é gostoso, mas quando acaba de acordar é um pesadelo. Não eu não gostava, qual é, gosto de fazer minha higiene sem ninguém me olhando. Foi um banho rápido apenas para acordar, uma das maravilhas que se faz quando acorda é escovar os dentes, meu deus, não á coisa melhor. Sai de toalha indo para o quarto e James já estava lá com uma bandeja em mãos, ele tinha acabo de entrar no quarto.

- Oh meu bem, que recepção calorosa. – disse olhando para a toalha em volta do meu corpo. Dei língua a ele e entre no closet. Peguei uma calça jeans preta e uma camiseta vermelha, vesti e coloquei um coturno e depois uma jaqueta preta. – Preferia você com o outro figurino. – James disse assim que voltei ao quarto.
- Você está engraçadinho hoje James. – cruzei os braços e colocando o peso em uma perna só.
- Estou feliz. Pela primeira vez em anos. – sorri. Ele me chamou até a cama e colocou a bandeja no meu colo. – Dorotéia disse que você precisa comer e beber tudo. Ela também me falou rapidamente que você não vem se alimentando direito. Quer falar sobre isso? – ele me olhava atentamente.

Na bandeja tinha umas torradas, minha vitamina de morango, geleia de amendoim e uma maçã. Peguei uma torrada e passei um pouco da geleia e mordi. Bebi um pouco de vitamina e voltei a olha-lo.

- Não é nada demais James, Dori que é chata mesmo. Para ela tenho algum transtorno alimentar. – disse somente comendo mais da minha torrada deliciosa.
- E você tem? – ele me olhava duvidosamente e me avaliando se me pegaria em uma mentira.
- A não ser que exista um transtorno sobre pessoas que só querem comer besteiras, não eu não tenho. – dei uma longa golada na vitamina de morango.
- Então é só uma adolescente teimosa? – ele riu de mim.
- Ah, por favor. Tenho 24 anos muito bem distribuídos. Não querendo me gabar, mas o tempo está á meu favor. – comecei a comer outra torrada com geleia de amendoim.
- É você é uma coroa dando caldo. – ele começou a rir e eu joguei a maçã nele. – É melhor não ficar me tacando sua comida, terá que comer tudinho, amorzinho. – sorriu sínico.




Já estávamos saindo de casa, dois furgões com equipamentos e armamento. Katrinna estava no telefone com alguém que já estava no Galho Quebrado. Alanna estava digitando freneticamente no computador e James estava mexendo nas armas colocando-as no ponto. Apenas eu não estava fazendo nada. Todos pareciam tão concentrados no que estavam fazendo, Katrinna falava severamente no telefone, Alanna ficava com os olhos rodando de um lado para o outro na tela e James… bem agora ele me olhava. Estava parada no meio da sala apenas observando todos e vendo o quanto imprestável sou.
James me chamou com um movimento com a cabeça e eu andei até ele que sorriu. Colocou três armas na minha frente e ficou me olhando. Isso me fez voltar anos na minha vida, quando eu nem sabia segurar uma arma.

– Escolha uma arma. – James disse no meu passado.
- Para que? – questionei assustada com o tamanho das armas.
- Vou te ensinar a atirar. – disse me olhando seriamente. Naquela época James me dava medo, sempre sério e quase nunca via seus dentes. Ele quase nunca sorria.
- Eu não quero…
- Não tem que querer. Você tem que aprender se não vai morrer. Isso não é um jogo que você tem vidas, ou pode reiniciar. Não é como na escola que se você errar hoje pode tentar de novo amanhã. – ele pausou e respirou fundo. – Preste atenção. Você escolheu essa vida Cher, e nessa vida você tem que saber atirar. Nessa vida terá que matar e machucar pessoas porque se não fizer, eles fazem com você. Terá que mentir e não confiar em ninguém.
- E porque devo confiar em você para me ensinar a atirar? Quem me garante que não irá me matar ou ensinar errado? – ele sorriu amostrando toda a carreirinha de dentes brancos. E acho que foi bem ali que me senti totalmente atraída por James.
- Não deve, não confie. Vai ter que jogar com a sorte e ser esperta. – ele pausou e tirou uma mecha de cabelo do meu rosto. – Mas… eu nunca conseguiria atirar em você. E não deixaria você inofensiva para ninguém. – ele selou meus lábios. Afastei-me assustada. James deu uma leve risada.
- Escolha. – ele se referia as armas. Olhei-as e peguei a que era menor e parecia menos inofensiva e mais fácil de manusear. Ele soltou um risinho. – Atire.

Respirei fundo e mirei a arma para o alvo que era um boneco. Nele tinha números pintados de tinta vermelha na cabeça e no peito. Respirei fundo e contei mentalmente até três e atirei fechando os olhos. O impacto da bala saindo da arma me fazendo ir um pouco para trás e erra o alvo.

- Coloque um pé na frente e um pé a atrás. – ele veio para trás de mim e ergueu meus braços novamente. A mão que não estava segurando a arma ele colocou em baixo da outra. – Mantenha seus braços firmes e mire passando apenas um pouco do ponto. E nunca, nunca feche os olhos. – James apertou meu dedo no gatilho e a bala acertou bem no meio da cabeça do boneco. Logo ele afastou seu corpo do meu e aquilo não me agradou muito. – Repita isso o máximo que conseguir. Está vendo aqueles números lá? A cada vez que acertar no ponto marcado vai acumulando dinheiro, vamos ver se consegue tirar algum centavo de mim.

Ergui meus braços e fiz exatamente o que ele tinha me dito para fazer. Mirei no corpo que parecia mais fácil. Contei até três e atirei. Ao menos tinha acertado o boneco e não a parede. Mas não tinha acertado o ponto desejado. Mirei de novo e atirei.”


O barulho do tiro em meus ouvidos me fez voltar ao atual. James ainda sorria, mas estava nervoso e me chamava diversas vezes. Balançou as mãos na frente do meu rosto e sorriu aliviado assim que pisquei e sorri.

- O que foi? – perguntei.
- Pedi para que escolhesse a arma que vou usar hoje. – ele disse me olhando estranhamente. Olhei para as armas e peguei a maior e mais monstruosa. – Estava mesmo de olho nessa.
- Eu sei você adora tudo que é grande e intimidante.
- É por isso que te adoro. – ele piscou e beijou minha bochecha.
- Vamos logo, Chris está com tudo pronto apenas nos esperando. – Katrinna disse chamando minha atenção.
- Chris? Vocês chamaram justo ele? – perguntei sem acreditar.
- Tem algo contra ele que eu não sabia? – perguntou.
- Contra ele nada, mas a vadia que anda com ele sim. Sabem o que Anne aprontou comigo.
- Não tivemos escolha, Hayden e Patrick estão em Londres e ultimamente ninguém está querendo ajudar. Não pelos velhos tempos, só ajudam se pagar e o preço está bem alto. – terei que engolir à vadia então.
- Tudo bem então, mas se ela provocar só um pouquinho ou se atravessar na minha frente não me segurem. Vamos para o carro.

Os portões abriram e eu saí com o furgão primeiro junto com o James e as duas foram no outro. O Galho Quebrado era um pouco longe e afastado da cidade. Lá era aonde acontecia os rachas e festas. Nenhum policial dava as caras lá, eles sabiam o que acontecia e rolava lá, mas não ousavam colocar o pé. Até porque os organizadores molham muito bem a mão neles. Mesmo que tenha um chamado de reclamação eles fingiam que atendiam o chamado.
Passaríamos pela cidade sem problemas e sem chamar a atenção de ninguém. Ninguém acharia estranhos os carros passando em velocidade normal, mas se tivéssemos correndo com certeza acarretaria atenção e curiosos. Sem falar que alguma patrulha com certeza seguiria a gente.
James ligou o rádio – sim tínhamos rádio no carro, às vezes era estressante ter que esperar aqui dentro e ajudava a aliviar a tensão muita das vezes. Tocava um rock dos anos 90 e James cantava como se estivesse dentro do show. Eu não conhecia muito a musica, mas nas vezes que fui a casa dele tocava essa mesma musica. Ele colocou a mão na minha perna quando paramos em um sinal vermelho. Olhei para a rua pelo vidro-fume e estava cheia de gente andando na calçada. Mães com crianças no colo e casais se beijando. Pessoas com pressa para chegar em suas casa e homens engravatados deixando suas empresas.
Pouco tempo depois chegamos ao nosso destino: Galho Quebrado. Eu nunca descobri porque tinha ganhado esse nome. Disseram-me que é porque do alto de um helicóptero quando se olha para cá tem um formato de um galho quebrado. Mas se isso é evidente até hoje eu não sei.
Katrinna e Alanna desceram primeiro do carro. James desligou o rádio e desceu também. Peguei a arma no porta-luvas e coloquei no cós da calça. Desci e fechei a porta do furgão com força. Olhei em volta e vi várias pessoas ‘trabalhando’ e se posicionando. Claro todos me conheciam. Olhei e vi James me esperar na frente do carro. Andei até ele e o mesmo pegou na minha mão. Olhei para as duas juntas e olhei para ele depois.

- Algum problema em segura-la? – James perguntou.
- Não… só é diferente. Mas eu gosto. – sorri sem mostrar os dentes. Ele sorriu de volta começando a andar. Olhei o horizonte e pude ver Chris andando em nossa direção com um sorriso no rosto. Logo pude ver Anne com ele. Vadia.
- Cherry Bomb, quanto tempo. – ele disse assim que ficamos perto suficientes.
- Christian Beadles, não faz nem dois meses. – disse. – Glorioso tempo se me permite dizer, claro a culpa não é sua. – disse olhando diretamente Anne.
- O tempo continua a seu favor, se me permite dizer. – ele me analisou dos pés a cabeça como sempre. James fez um barulho como se estivesse coçando a garganta, com certeza não gostou nem um pouco da olhada do Chris. – James…
- Christian. – eles nunca se gostaram muito. O que era bem estranho, eu não gostava de Anne, mas adorava Chris e James gostava de Anne, mas não gostava de Chris. O mesmo olhou para nossas mãos dadas.
- É o que estou pensando? – eu não sabia exatamente como responder essa pergunta. Eu ia dizer que não, mas James respondeu na minha frente.
- É exatamente o que você está pensando, então é melhor não ficar muito perto. – Chris em resposta apenas riu. Eu não tinha gostado muito da resposta dele, Chris era meu amigo e podia ficar perto o quanto quisesse. Claro que eu entendia perfeitamente o perto de James.

Chris tinha 25 anos com cara de um garoto de 18 anos. Eu sinceramente não gostava de caras assim, eu gostava de homens e não de garotos. Tinha olhos e cabelo castanho. Boca fina e uma pinta perto da mesma do lado direito. Corpo atlético e definido. Anne tinha uma pele bronzeada que eu secretamente tinha inveja. Olhos escuros e cabelo na altura dos ombros em um corte meio Chanel pretos. Uma boca levemente carnuda e tinha as bochechas levemente marcadas.
Depois da breve conversa que tivemos, Chris nos levou para ver como tinha organizado tudo. Anne desgrudou dele, e era melhor assim. Eu sinceramente não estava prestando muita atenção, já James escutava tudo e debatia algumas coisas. Eu sabia o porquê disso tudo, era para me manter segura. Se algo acontecesse ele saberia o que fazer. Depois desse tour eu sentei sozinha em uma cadeira e coloquei meus pés em outra. Enfiei as mãos dentro do bolço da jaqueta e fiquei ali apenas olhando os outros fazendo algo. E mais uma vez me senti como se eu não fosse tão boa assim. Como se eu não valesse de verdade. Como se não fosse uma peça importante no jogo e sim um pião. James sentou ao meu lado e sem dizer nada e ficou olhando tudo como eu.
Naquele momento eu parei para pensar se eu podia me abrir com ele. Se eu poderia falar o que estava me incomodando. Mas logo me veio à mente o que rolou com Chris.
- Não gostei do que disse a Chris. – disse baixo.
- O que exatamente?
- Sobre ele ficar perto de mim. Ele é meu amigo James, e pode ficar perto o quanto quiser. – continuei com o tom baixo e ele suspirou.
- Cher, ele te cantou na minha frente. E você sabe que desde que se conhecem ele tem interesse em você. – ele também disse baixo.
- Mas você também sabe que não passa de uma atração idiota, porque disse não a ele. – ele não disse nada por um tempo.
- Eu sei, mas eu ia agradecer se você não ficasse tão perto dele. – agora eu quem não disse nada.
- Se eu tiver que tratar Chris diferente, você também vai ter que fazer a mesma coisa com Anne. Então como vai ser? – ele me olhou.
- Eu não vou me afastar de Anne.
- E nem eu de Chris. Viu? É a mesma coisa. Anne também dá em cima de você, mas eu não vou te privar de falar com ela, a não ser que você me prive de falar com alguém. – ele voltou a olhar o horizonte e pareceu pensar no assunto.
- Tudo bem, me desculpe. Ficara tudo como está. – ele disse depois de um tempo.
- Estão chegando, todos a seus postou. – alguém gritou.

Eu não tinha me tocado de quanto tempo tinha passado. Mas estava na hora. Levantei e fui direto à mesa peguei minha arma. Nós estávamos em uma área escondida de onde pegaríamos o ladrãozinho. Sai do ‘esconderijo’ sozinha e James estava escondido estrategicamente se caso ele tentasse atirar em mim, além de outras pessoas posicionadas nas montanhas com armas de longa distancia. Logo vi o carro azul chegando, não dava para ver nada lá dentro, pois o vidro era fume. Cruzei os braços e o carro parou perto de mim e logo a porta do motorista abriu e saiu o homem lá de dentro que eu não sabia o nome e nem tinha interesse em saber.
Ele andou até estar a dez passos de mim. Queria logo acabar com aquilo então fui direto ao assunto.

- Me entregue o anel. – ele ficou me olhando dos pés a cabeça e respirou fundo.
- Antes de eu entregar o anel, tenho uma proposta a lhe fazer. – ele colocou a mão dentro no casaco, na mesma hora tirei a arma e mirei nele. Ele parou e me olhou. Tirou devagar a mão de dentro do casaco e junto com ele o anel. – Abaixe a arma. – ele pediu e eu abaixei. – Eu lhe entrego o anel e em troca quero que me dê uma coisa.
- O que? – perguntei.
- Te dou o anel se me deixar entrar para sua equipe. – eu ouso, mas não creio no que ele acabou de falar.
- Você quer o que? – tive que perguntar novamente acreditando seriamente que tinha ouvido errado.
- Que me deixe entrar na sua equipe. – não, eu não tinha escutado errado.
- Porque eu ia te querer na minha equipe? – perguntei rindo.
- Sou eficiente, e posso ajudar. E você vai ver que vai precisar mais de mim do que eu de você. – arquei as sobrancelhas.
- Isso é uma ameaça?
- Nunca. – ele disse somente ficando quieto. Eu não iria aceita-lo na minha equipe. Não mesmo.
- Você não vai entrar na minha equipe. – disse séria.
- Então você não vai ter seu anel. – eu podia ver o desafio nos seus olhos.
- Se você não me entregar eu atiro em você. – ele sorriu.
- Se você atirar em mim, meu amigo dentro do carro atira em você. – olhei para o carro e a janela estava abaixando revelando o amigo dele que era o mesmo que estava na casa dele mais cedo.
- Se ele fizer isso vocês vão se arrepender. – eu não tinha medo de levar um tiro, apesar de nunca ter experimentado isso.
- Por quê?
- Atire e verá. Agora me dê o anel ou eu vou mesmo atirar. Mas não vou atirar para te matar, primeiro vou acertar uma artéria sua na perna. Depois se você tiver sorte eu não te mato. Então, você vai querer saber se Deus está a seu favor ou não?
- Acho que vou ter que correr o risco. – ele disse depois de um tempo. Levantei a arma e mirei na sua perna, pude ver o amigo dele se posicionando para atirar. Deixei de mirar sua perna e agora estava mirando sua cabeça. Vi um pânico nos seus olhos.
- Dê tchau para esse mundo. – quando ia apertar o gatilho escutei a sirene do carro de polícia. Logo estava vendo as luzes azul e vermelha no meu campo de visão.


Depois disso foi tudo muito rápido e confuso na minha cabeça. Foi como se tivessem me desligado completamente. Via várias pessoas correndo, homens descendo das montanhas e tentando levar tudo de volta a seus furgões. Fiquei sem ação nenhuma e fiquei parada ali só vendo a polícia se aproximar e todos correndo para seus carros. Até mesmo o homem em que antes eu mirava uma arma estava correndo para seu carro. A polícia ficou mais e mais perto até me encurralarem. O galho quebrado era um ligar sem saída. Só tinha uma saída e uma entrada e elas eram no mesmo lugar. Eu não tinha para onde fugir. Logo estava cercada de caras apontando uma arma para mim.

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Aaaaah gente vocês estão gostando mesmo mesmo?
- Dricka