31 de dez de 2014

Regen und Meer -one shot. RECADO NO FINAL, LEIAM

Ela se apaixonou tão perdidamente, tão inocentemente, que nem percebeu isso. Era como acordar num mar de margaridas, e sentir cada pétala delicada passar pelo seu rosto.
Nunca pensara que fosse se apaixonar por ele, o cara mais mandão, durão, e sem sentimentos de toda Gut High.
Mas o que ela jamais mesmo imaginaria, era que ele sempre a amou, e sempre fez tudo o que fez para conseguir sua atenção.
E não tinha funcionado,já que sempre foram melhores amigos, ela sempre conviveu com ele, com as vezes que ele chegava em casa bêbado, ou quando ia pra cama com alguma garota, ou até mesmo quando eles iam pra cama.
Era tão errado pra ela, e tão certo ao mesmo tempo, que ela se deixou levar. Ela se perdeu completamente no cheiro, e no jeito que ele pronunciava seu nome. Era tão exclusivo, tão lindo, que ela jamais imaginaria que alguém fosse falar o nome dela assim.
Era noite de ano novo, todos estavam na casa da menina, rindo,bebendo, brincando. E ela o esperava. Estava sentada na cadeira que tinha em sua varanda, com o violão e conversando com sua prima, Cris.
Elas falavam de como tudo estava lindo, até que a luz piscou, e elas correram pra dentro de casa. Tinha começado a chover, e nada dele. Bem, era isso que ela achava.
Todos procuravam velas, enquanto Meer corria para o andar de cima, onde sabia que tinha guardado algumas lanternas já que saia para acampar algumas vezes com seus pais.
"MEER! DESCE AQUI!" Sua mãe, America, gritou. Meer correu para o andar de baixo com a lanterna, e a luz acendeu, revelando  Justin sentado no meio da sala com o violão dela, enquanto a encarava.
"Justin!" Correu para o abraçar, e ele riu com a força que o segurou. "Onde estava ? Eu estava preocupada, e você não aparecia e eu comecei a..." Ela percebeu que falava rápido demais e se calou envergonhada.
"Meer eu tenho que fazer uma coisa." Justin começou a se explicar. " Tem mais ou menos um ano, e eu já não posso segurar o que sinto por você, Meer desde o dia em que eu te conheci eu sabia que sentia algo por ti, foi tão intenso, eu não pude evitar." A menina tinha os olhos brilhantes como uma estrela. " E meu anjo -ele riu- eu te amo tanto, e não poderia viver sem você. sem saber que você é minha, e que eu posso dizer que você é minha. Meer me desculpe se um dia eu te magoei, eu juro que nunca quis. Eu não sou muito romântico, e nem o cara mais certo do mundo, mas eu faria tudo, eu farei tudo só pra te ver sorrir. -Justin limpou uma lágrima que escorreu dos olhos da menina- Jane Meer, quer me dar a honra de ser minha?" Meer apenas o abraçou, e esse foi o jeito dele entender que ela era sua.
"Eu te amo..." sussurrou para ele apenas ouvir. "Eu te amo tanto Justin..." Ele assentiu sorrindo, e a afastou um pouco.
"Escrevi uma musica pra você, posso...?" Ela assentiu e se sentou na frente dele.
Garota, já é quase Ano Novo, e está claro
Eu e você e root beer, nas nuvens

Na minha casa prestes a faze a contagem regressiva

Porque a turma toda está aqui

Todos vão festejar muito

Procurando uma garota bonita com um corpo legal

Ooh vocês todos se divertem com isso

Não precisamos do visco

Estávamos sob ele há 20 minutos

(...) 

O Ano Novo está chegando, você não está mais dançando

Então não preciso de música, escutarei a batida do seu coração

Tente me parar se quiser mas você sabe que não quer

Então não faça

Não acabe com o momento em que eu nos coloquei


Esse foi o final de um ano, e o inicio de um novo. Foi um ano corrido para todas nós beliebers, principalmente por causa da prisão de Justin. 

Mas passamos por isso cada vez mais fortes, e unidas, e eu tenho orgulho de ser desse fandom, eu amo esse fandom. 
Obrigada a todas as leitoras desse blog, por nos acompanharem por tanto tempo, por aceitarem nossas mudanças e nossas demoras. 
Eu amo vocês todas, de coração. 

Um beijo enorme, Ana. 

29 de dez de 2014

6. Ultraviolence - Descobrindo novos prazeres


12:45 P.m - Enclos-St-Laurent, centro universitário Paris
– Eu só estou dizendo que pode não ser isso que ele queria dizer com esse monólogo. –Contestou Dale com seu sotaque irlandês horrivelmente carregado. Os lábios de Christopher, o professor de Filosofia se franziram levemente, ele era bonito, tinha ombros largos e braços fortes escondidos por trás de seu suéter cor de vinho. Sua íris esverdeada me encantava de forma que eu me sentia no dever de prestar toda atenção no que ele dizia em todas as aulas. Do púlpito ele cruzou os braços e olhou-me brevemente, pelo simples motivo de que o inconveniente do Dale estava sentado ao meu lado. Abaixei os olhos para minha anotação e mordi o lábio superior esperando que seus olhos se voltassem para Dale.

26 de dez de 2014

5. Ultraviolence - O controlador


23:00 P.M - Enclos-St-Laurent, Paris
– Eu poderia tocar para você, quer dizer, se você ainda quiser ser tranquilizada pela melodia de Vivaldi. –José parou em frente a porta do meu apartamento, não esperava que ele me deixasse na porta, assim como não estava sentir a corrente de calor vinda dele quando nos esprememos no metrô. Ele estava desconfortável, claro, estávamos em uma posição pra lá de constrangedora. Seu braço direito se apoiava a procura de equilíbrio na parede em que eu estava imprensada, e seu joelho quase tocava entre minhas coxas, e eu comecei a pensar que voltar de metrô não havia sido uma ideia tão boa. Ele tinha um aroma diferente do de Bieber, o persuasivo e excitante Bieber tinha um aroma mais sexy. Bom, quer dizer, seu perfume era delirante, me fazia ter vontade de tirar a roupa, me deixava em êxtase era como se eu flutuasse em meus desejos mais obscenos e profanos. O que não deveria acontecer, o que não era certo de acontecer, eu não deveria ficar excitada só em pensar em um homem tão arrogante como ele.

25 de dez de 2014

Trust Me - Capítulo XI - Treinamento - Parte II



Treinando – Parte II.

Katrinna deixou a sala a pedido meu e eu continuei sentada observando Justin. Ele tinha os punhos apoiados na mesa com força. Ele usava uma blusa sem manga e eu pude ver seus músculos mexendo, Justin é bem forte. Ele mantinha a cabeça baixada e era perceptível a frustração não só nos músculos, mas também na sua expressão corporal. Levantei do balcão e andei até ele, parei do outro lado da mesa cruzando os braços.

- Olha sei que está se esforçando. – falei como uma professora de ensino médio. – Mas não temos muito tempo.
- Vocês foram até minha casa, invadiram e me pediram ajuda. Eu não…
- Não pedimos simplesmente a ajuda de vocês, propusemos um acordo e vocês aceitaram. Não me venha dizer que está fazendo um favor, até porque estão sendo pagos. – cortei logo a historinha do favor.
- Mas vocês precisam de mim e Chaz. – ele me olhava atentamente.
- Em nenhum momento disse o contrario. Mas pense que se não for vocês serão outros. – isso não era bem uma verdade. – Tem muita gente querendo ai trabalhar conosco. – minha voz era impressionantemente baixa. Eu não tinha mais o que dizer e fui andando até a saída. – Só não espere que peguemos leve com vocês, porque isso não vai acontecer.

Tinha muita gente ai querendo trabalhar com a gente, mas também tinha muitos outros querendo nos foder. E às vezes fica difícil conseguir distinguir quem é quem, você acha que a pessoa vai te ajudar, mas na verdade está te dando uma facada pelas costas. Ou então a pessoa tinha a ‘melhor’ das intenções e vem um urubu fazer a cabeça dizendo que paga o dobro pra nos ferrar. Justin e Chaz eram novos não eram praticamente desconhecidos. As duas possibilidades do acontecimento eram bem poucas.
A arena era uma espécie de galpão só que três vezes maior e toda equipada e separada por blocos. Nela existia um segundo andar onde nos chamamos de central. Lá controlamos toda a arena incluindo na parte de fora. Sim, ela se estendia até lá fora, mas apenas as usávamos para simulações de combate e para praticar corridas. Tínhamos a área de tiro de onde acabei de sair, tínhamos a área de luta onde tínhamos sacos de areia e vários bonecos giratórios – na verdade não eram bem bonecos eram apenas um tronco de madeira e outros de metal com pedaços de 40 centímetros para fora formando o obstáculo que você tinha que bater – quando você batia em um ele girava como um cubo mágico e você tinha que ir defendendo. E também tinha um octógino onde nos fazíamos confrontos ou ajudávamos o outro a treinar.
Nós também treinamos a mente com jogos de memória. Usávamos o Datashow para mostrar o que o testado via numa tela de IPad e ia confinando as figuras. Mas isso tinha que ser rápido, Alanna sempre fora a melhor nisso. Achava cinquenta pares em um minuto. Cada um tinha sua seu espacinho ali.

- Que horas são? – perguntei por pura preguiça de pegar o celular.
- Vai dar quatro horas. – respondeu Alanna. Chaz estava ao seu lado.
- Ainda temos tempo. Alanna agora é com você. – ela sorriu e foi até a tela pequena colocar o jogo. Automaticamente apareceu na tela grande para que todos consigam ver. Justin parou ao meu lado.
- O que é isso? – perguntou-me baixo.
- Quem vai te dizer isso é Alanna. – disse saindo de perto dele.

Fui até as escadas e as subi indo para central. Pude sentir o olhar de alguém em cima de mim, olhei pelo canto do olho discretamente e vi que era o Justin. Virei meu rosto e ele arregalou levemente os olhos e tratou de desviar o olhar. Entrei na central e vi James jogado no sofá de olhos fechados e uma cerveja em mãos. Sentei no seu colo e ele continuou ali. Peguei a cerveja de sua mão e bebi um pouco apesar de não gostar muito. Beijei seus lábios. Ele abriu os olhos e verde brilhou.

- E se fosse Katrinna? – perguntei apenas por implicância.
- Eu sabia que não era. – sua mão foi para minha perna acariciando-a.
- Como? – perguntei.
- O som dos passos e o cheiro. Katrinna quando anda faz o som tumtumtum-tum. Você faz Tum. Tum. Tum. Você anda devagar. Praticamente desfila, enquanto Katrinna anda rápido como uma bateria de escola de samba. Você tem um cheiro doce de pêssego enquanto Katrinna cheira a tutti-frutti que eu acho particularmente enjoativo. – ele aproximou a boca do meu pescoço e depositou um leve beijo ali. – Eu amo sentir o seu cheiro, é como cocaína, vicia. Conheço cada parte desse corpo. – sua mão subiu para as minhas costas. – Ele é como vodca, eu consigo consumi-lo em qualquer lugar e hora. – ele sorriu sacana. Uma das coisas que mais amava em James é a forma de como ele conseguia ser romântico, conquistador e sedutor ao mesmo tempo. – Ainda acha que eu poderia me enganar?
- É bom mesmo. Não gosto de enganos. – sorri.

Seus lábios tocaram as meus tão doces e inebriantes viciantes ao extremo. O cheiro amadeirado de James entrou invadindo minhas narinas agradando aos meus instintos. Atiçando minhas vontades e desejos mais profundos. Passei minhas pernas em volta da sua cintura ficando com os joelhos dobrados em volta. James desceu os beijos pela minha clavícula e depois para meu colo e depois por cima de meus seios pelo pequeno decote. Apertei minha mão em seu ombro fazendo minhas unhas fincarem ali. Ele parou de distribuir os beijos para olhar-me. Colocou a mecha do meu cabelo para trás da orelha. James parecia me namorar com aqueles olhos esmeraldas tão intensos. Sem perceber acabei ruborizando. Desviei meu olhar para qualquer canto e ele sorriu.

- Olhe para mim. – pediu pegando no meu queixo e puxando para ele. – Você fica linda assim. Eu amo lhe ver tão entregue, então não desvie os olhos de mim. – ele beijou minha bochecha. Apenas sacudi a cabeça negativamente e sai do colo dele sentando ao seu lado.

Era surreal o que acontecia comigo quando ele estava perto, quando estávamos íntimos. Libertava uma menininha adolescente e inexperiente. E por mais que eu não tenha ficado com muitos homens eu me garantia.

- Será que isso vai dar certo? – mudei de assunto e voltando ao problema.
- Você está falando de nós ou dos alunos lá embaixo? – James acariciou minha perna que estava por cima das suas.
- Estou falando deles. Temos cerca de um mês para coloca-los em forma. E se não conseguirmos? – perguntei olhando para a tela de vidro que deixava ver tanto aqui em cima quanto lá embaixo. Mas só dá para ver se chegarmos aos computadores.
- Ainda assim vamos ter que os usar. Se algo acontecer eles foram bons soldados.
- James, estamos falando de vidas, não sabemos se eles têm família ou qualquer outra coisa. Eles têm uma história, assim como nós.
- Mas eles sabiam no que estavam se metendo quando aceitaram. – James me puxou para si e eu coloquei meu rosto em seu peito quente.
- Só não quero que alguém morra ou saiam feridos. Para ambos os lados. Seria tudo mais fácil se Hayden e Patrick estivessem aqui.
- Por falar nisso, só eu achei o sumiço deles muito estranho? Depois que foram para Inglaterra eles sumiu do mapa. – James alisava minhas costas.
- É bem estranho, mas temos problemas mais importantes, eles sabem se cuidar. Eu estou pensando em o que Milark está planejando.
- Ele não vai deixar nós darmos dois passos sem que ele fique sabendo. – James tinha razão.
- Ele ficará louco quando souber que…
- James, Cher venham para o próximo passo. – chamou Alanna aparecendo na porta de vidro.

Teria que sair do meu momento de relaxamento para bater em alguém. James me colocou em suas costas e descemos as escadas rindo. James fazia graça quase me deixando cair, o que me fazia dar gritos escandalosos. Desci de suas costas quando chegamos ao encontro dos outros e tratei de voltar a minha feição séria.

- Como foram? – perguntei a Alanna.
- Chaz tem mais habilidade com a memória. – disse simples.
- Parece que ele é melhor em tudo, não? – James fez o comentário desnecessário. Justin mudou sua postura e desviou o olhar.
- Venham para o ringue. – disse já andando em direção ao octógino. Tirei a jaqueta e prendi o cabelo em rabo-de-cavalo. – Katrinna pode pegar meu short lá em cima? Qual dos dois vai primeiro? – perguntei aos garotos. Eles se olharam e parecia avaliar quem irias se ferrar primeiro e surpreendente ou não, Justin se aproximou de mim.
- Soca o saco de areia. – ele andou até o mesmo e deu um soco. – Acho que você não entendeu, ataca o saco. –ele olhou para todos e respirou fundo.

Começou a socar e eu andei em volta dele avaliando sua técnica. Katrinna voltou com meu short e eu fui para trás do outro saco. Tirei a calça e fui escutar James repreendendo um dos garotos por querer dar uma espiada. Coloquei o short e voltei para eles deixei minha calça nas mãos de James. Subi ao octógino e chamei Justin que ficou me olhando.

- Me ataca. – fiquei em posição de combate.
- Eu não vou bater em você.
- Me ataca agora. – disse com a voz mais grossa.
- Eu não vou bater em uma mulher. – disse firme e eu relaxei minha posição de ataque. Respirei fundo e dei um soco bem em seu nariz.  Justin urrou de dor. – Por que você fez isso? Urrrrh.
- Você acha que só porque somos mulheres não sabemos lutar? Ataca-me! – gritei.
- Não. – gritou de voltar e eu soquei seu estomago.
- Me ataca Justin. – ele curvado de dor veio para cima de mim e deu-me um soco, abaixei e dei outra em seu rosto. – Você sabe lutar? – perguntei andando em volta dele.
- Sim. – dei outro soco em seu rosto. – Urrrrrrh. – urrou e eu escutei Katrinna e James rirem.
- Não, você não sabe. Separe as pernas! – chutei uma delas na altura da coxa. – Me ataque Justin.
- Para você me dar outro soco? – disse Justin com uma raiva começando a passar pelos seus olhos. Era isso que eu queria.
- Se você não me atacar vou te bater do mesmo jeito. Então ataque. – disse desafiando-o com o olhar. Ele respirou fundo e veio para cima de fim dando três socos seguidos, me esquivei de todos e dei três socos nele, uma no rosto outra no estomago e a ultima nas costas.
- Comeu o espinafre do Popeye? – disse rindo com um pouco de dificuldade.
- Se você achar isso fizer acertar um soco em mim, tudo bem. – não pude deixar de rir.
- Isso está sendo mais engraçado do que eu imaginava que seria. – James falou rindo e Katrinna o acompanhou Alanna como sempre só observava.
- Vamos Justin, me ataque de novo. – ele ficou em posição de ataque e ficamos girando a espera do ataque dele. Acho que agora teríamos algo. Ele veio para cima e me deu um soco com a mão esquerda agachei e ele veio com uma de direita, não daria tempo de abaixar então apenas travei o movimento e seguidamente dei um soco em sua costela.
Isso iria demorar.

[...]

Quatro horas depois, Justin estava com um olho roxo de cheio de dores no corpo e não tinha conseguido me acertar nem uma vez. Ele estava completamente soado enquanto eu não tinha derramado uma gota. Estava sentada nas cadeiras que tinham perto no octógino descansando. As meninas e James estavam preparando tudo para irmos embora. Eu estava observando Justin e Chaz. Eles evitavam falar, era uma comunicação mais com gestos. Eles eram estranhos, mas não me preocupava com isso. Alanna foi até eles e os vendou e os guiaram até os carros na garagem. Levantei e andei fui andando em passos lentos ate a garagem, os homens foram postos no meu carro e as meninas entraram no carro deles como quando a gente veio. James estava no volante. Perguntei de poderia desativar tudo e todos concordaram saindo da garagem com os carros. Voltei à arena.

- Ativar sistema de segurança. – disse a Sammy.
- Reconhecimento de voz.
- Cherry Bomb.
- Sistema de segurança ativado. – Sammy disse e todas as luzes foram desligadas. Passei pela porta dupla e ela se fechou sozinha atrás de mim e pude escutar o barulho dos lasers sendo ativados.

Andei até o carro e assim que sentei James saiu com o carro.

Devo ter cochilado, pois só acordei quando já estávamos entrando na garagem do Delphi. Desci do carro e tirei Justin do bando de trás, depois tirei sua venda, Alanna fez o mesmo com o Chaz.

- Estejam amanha aqui no mesmo horário. – disse entrando no carro. Eles fizeram o mesmo. – Podem ir.


Esperamos mais cinco minutos e depois fomos para casa.




Continua...
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Se ainda alguém tiver lendo isso....
Quero me desculpar pela demora, mas eu ACHEI que ia ter tempo mas ferias mas eu estou trabalhando.  Chego sempre as 23:00 em casa.
Eu não vou desistir de postar cara! Não mesmo, porque eu amo escrever e amo proporcionar certa diversão para os leitores que leem minhas fanfics.
FELIZ NATAL!!!

24 de dez de 2014

The Reindeer - Especial de Natal


"Só porque você nunca viu, não quer dizer que não exista."
- A Lenda dos Guardiões. 

           Eu olhava para Elizabeth discretamente, quase babando. Ela era tão linda! Eu era apaixonado por ela desde pequeno, mas acho que ela nunca notou isso. Eu era bem controlado quando queria, poderia ser até um espião. Eu me daria muito bem na área!  
- Para de babar, cara. –Ouvi Chris falar, tacando um pão em mim. –
Primeiro de tudo, jogar comida fora é um pecado, acho eu. Segundo, como ele tinha notado? Eu era tão discreto... Pelo menos era o que minha mãe dizia para mim.
- É. –Chaz reforçou. – Você parece um babaca olhando para a Elizabeth.
- Ele é um babaca de qualquer jeito. –Ryan falou, rindo. –
Não achei graça. Nem um pouco. Rolei os olhos e resolvi os ignorar, era o melhor a se fazer. Estávamos na aula de matemática, quase morrendo de tédio. Eu, pelo menos. Mesmo minha mãe sendo professora dessa matéria, eu não entendia bulhufas. Parecia que a ironia da vida tinha feito de propósito. Minha mãe tentou me explicar milhões de vezes, mas eu nunca entendia. Até que ela desistiu, assim como eu.
Isso não é importante, afinal. Voltei a observar Elizabeth, sendo mais discreto ainda. Ela ria com suas amigas sobre qualquer besteira, sem parar. Eu queria muito chegar lá, sendo seu namorado, abraçá-la por trás e participar do assunto.
Resumindo, eu queria fazer parte da vida de Elizabeth. Era o meu desejo mais profundo.
Liza, como eu costumo chamá-la, nos conhecíamos faz tempo. Éramos vizinhos quando pequenos, sempre brincávamos juntos, todos os dias. Até que aos doze anos ela se mudou de casa. O ruim é que pareceu que ela tinha deixado tudo para trás quando se mudou, como se quisesse recomeçar a vida do zero. 
Ela tinha abandonado tudo, inclusive eu, sem nem se importar.
Eu deveria odiá-la. Todavia, isso parecia impossível. Eu sabia que por mais que tentasse, jamais conseguiria. Ela era tão linda, tão carismática...  
Quando percebi, a aula acabou. O bom de estar apaixonado é que a gente se perde no tempo e parece que as aulas passam mais de pressa. Sorri, vendo ela se levantar, ainda rindo de algo que sua amiga falou. Ela passou por mim e acenou.
Isso mesmo, ela acenou para mim. Certo, pode ter sido para nós quatro, mas isso não importa! Eu estava incluso no pacote.
- Intervalo, aleluia irmãos! –Chaz falou, sorrindo. –
- Eu pensava que essa aula não ia acabar nunca... –Ryan falou mal-humorado. –
- Tudo isso é saudades da sua namorada, é? - Chris zoou. –
- É... –Ele confirmou meio tímido, para nossa surpresa. -
Eu e os garotos começamos a fazer piadinhas, dizendo que nosso garoto tinha crescido e todas àquelas coisas manjadas que adolescentes falam.
Ao chegarmos ao refeitório, à primeira coisa que eu vi foi ela. Era sempre assim. Parecia um imã. Não importa onde eu esteja sempre a encontrarei. 
Ela estava na mesa que sempre costumava sentar, ou seja, a nossa! Ryan abriu um sorriso de bobo apaixonado, igual ao meu. Ele foi correndo em direção à mesa que minha garota estava e abraçou forte Beatrice, melhor amiga de Elizabeth.
Beatrice era legal. Tinha aparência de patricinha, mas não se portava como uma. O que era um grande alívio, eu tenho que admitir. No começo, todos pensavam que o romance dos dois não ia dar certo, por eles justamente serem diferentes demais. Mas os dois deram um tapa na cara de todo mundo. Esse ano completarão três anos de namoro. É o que eu digo... Se for para acontecer, acontecerá.
Eu e os caras chegamos logo depois. Ryan ainda estava de chamego com Beatrice, por isso não tinha a cumprimentado ainda. Sentei-me no último lugar vago, ou seja, na frente de Elizabeth.
Minha sorte estava prestes a mudar, eu podia sentir isso.
- Oi Justin. –Ela sorriu. –
Tão linda... Elizabeth usava o cabelo solto, que caía em cascatas sobre seus ombros. Seu cabelo era escuro e cacheado, o que a tornava diferente das demais. Porém, era um diferente bom. Às vezes ela alisava, achando que ficava mais bonito. Muitos concordavam, mas eu a prefiro exatamente como ela é.
- Terra chamando Justin... –Ela passou a mão na minha frente, tentando chamar a atenção. –
- Ah... Oi! –Falei, corando. –
Eu era branco como giz, o que tornava tudo mais vergonhoso. Eu corava fácil demais, o que era uma grande merda! Elizabeth riu, carinhosamente. Senti minhas bochechas ficarem mais vermelhas ainda. Holy shit!
Na mesa além de mim, Liza, Beatrice e os garotos, estavam Fernanda e Isabelle. Eu conversava com elas bem pouco, mas eu as achava gente fina. Eu sabia que Chaz já teve um rolo com Fernanda, mas acho que não deu em nada. E Isabelle gostava de Chris, mas eu não sabia se ele retribuía o sentimento. Nunca me liguei muito nesse assunto.
Eu tinha meus problemas já, o que eram suficientes. Fora que homens não conversam sobre emoções, mais um motivo para eu não me intrometer. Porém, se meus amigos pedissem algum conselho ou ajuda claro que eu os ampararia, sem hesitar.
Ryan e Beatrice voltaram de mãos dadas, sorrindo um para o outro. Eu estava contando os dias imaginando eu assim com Liza. Nós sorrindo um para o outro, nós rindo da nossa piada interna, nós nos beijando...
Liza era tudo para mim, mas eu não era nada para ela.
Certo, talvez um amigo, mas nada mais. Eu via os olhares de Jack nela. E ela retribuía. E eu sempre estava observando tudo, às vezes achava que eu era masoquista, era a única explicação razoável.
Ouvi um berro vindo de Liza, levei um susto tão grande que quase engasguei.
- O que foi? -Perguntei ainda não recuperado do choque. –
- Oh meu Deus, olhem a mensagem que eu recebi!
Era uma mensagem do Whatsapp, de uma menina chamada “Clarinha”, quem era eu já não saberia dizer...
A mensagem tinha a legenda escrita “pode pirar” e em baixo estava à foto de um mural. Ei, aquele era o mural da escola!
- Esse não é o mural da escola? - Perguntei, só para confirmar.
- Nossa escola tem mural? - Perguntou Ryan, perdido. – Desde quando?
Ninguém se deu ao trabalho de responder, apenas a santa, mais conhecida como Beatrice.
- Desde 1950, amor. Ou seja, desde que a escola foi fundada. –Beatrice respondeu. –
- Ah. –Ele respondeu, ainda meio perdido. – Nunca reparei.
São nessas horas que você percebe que não está totalmente perdido. Que existe gente pior que você. Pois é...
Beatrice sorriu e o beijou. Todos fizeram um barulho do tipo “Ugh”. Inclusive eu.
Voltei minha atenção para Elizabeth.
- Ainda não entendi.
- Nesse mural está escrito que a peça de final de ano será sobre o natal! Será o conto da princesa perdida. Ela se chama Emily e é uma princesa, obviamente, mas seu castelo foi invadido na noite de natal e ela teve que fugir. Seus pais a mandaram para bem longe, escondendo-a em uma caverna. Foi aí que ela conhece Rudolph, a rena. Para quem não sabe, ele é a rena do Papai Noel. Emily e Rudolph tem uma conexão estranha, como se fossem melhores amigos. Eles ouvem passos e são os ladrões. Rudolph a leva para longe, muito longe mesmo! Quando a princesa vê, ela está no polo norte, no castelo do papai Noel. E é lá que conhece Gring, o filho do Noel. Eles se apaixonam e vivem felizes para sempre!
Todas as meninas da mesa suspiraram apaixonadas. O conto da princesa perdida era bem famoso, principalmente no nosso país. Fazia um baita sucesso com as meninas. Pelo que parecia, todas elas queriam esse tal de Gring só para elas. Patético.
- Esse conto é idiota demais. –Chris falou bufando, enquanto comia sua maçã. –
Todas as garotas olharam ofendidas para ele. Principalmente Elizabeth.
- Cala a boca, Chris! –Brigou. – Este é um dos melhores contos que eu já li. Por isso, vou com toda certeza fazer o teste para ser a Emily. E podem apostar que eu vou passar.
Chris rolou os olhos e continuou a comer sua maçã. Beatrice engatou uma conversa animada com a amiga, falando sobre a peça. As duas outras logo se juntaram. Ryan olhou para mim, franzindo o cenho, como se soubesse o que eu ia fazer. O ruim de ter um melhor amigo é isso, ele sabe tudo sobre você, mesmo as coisas que você quer que ninguém saiba. Parece que eles lêem sua mente.
- Não. –Ryan sussurrou firme para mim. –
- O que foi? - Fiquei na defensiva. –
- Sei o que está fazendo, Justin. E é uma péssima ideia! Não vai dar certo. Ouviu o que eu disse?
Claro que eu tinha escutado. Olhei para meu melhor amigo e assenti lentamente. Ele suspirou, balançando a cabeça em negação, como se soubesse que eu não seguiria seu conselho.
Ryan sabia que eu não desistiria da ideia. E quer saber? Ele não podia estar mais certo...
+++
As inscrições ocorreram no dia seguinte. Eu, obviamente, me inscrevi. Eu nunca fui um bom ator, na realidade, nunca atuei de verdade. Nem nas peças de escola, mas quer saber? E se eu tivesse talento para coisa? Só descobriria tentando. Eu sou o cara, vou arrasar.
Contudo, toda a minha autoconfiança foi destruída quando eu vi Jack na fila para se inscrever. Adivinha para que papel? Isso mesmo, pessoal, Gring.
O filho da mãe queria o mesmo papel que eu. Bem, eu sempre gostei de um desafio. Só que ele era Jack Johnson. O capitão do time de basquete, eu não tinha nenhuma chance contra ele. Todas as meninas matariam e morreriam por Jack. E por mim? Bem, não vou nem comentar. Eu sou daqueles meninos com muitas espinhas, o que é uma grande merda. Mas, vou olhar pelo lado bom, eu tenho olhos azuis. As meninas amam olhos claros! Chupa, Jack!
Tirando o fato que ele também tem olhos claros... A vida não é justa mesmo.
Eu vi Elizabeth no corredor, rindo com uma menina que eu nunca tinha visto na vida. Devia ser a tal da Clarinha. Ela me viu e sorriu. Eu sorri de volta claro. E então ela acenou para mim, toda feliz. Eu estranhei até, quer dizer, ela nunca fora tão carinhosa comigo antes. Minha garota começou a correr em minha direção e eu abri meus braços, pronto para abraçá-la com todo o amor possível. 
Foi como um sonho. Daqueles que nós estamos adorando e aproveitando, mas então ele acaba antes da melhor parte acontecer. Foi exatamente assim que aconteceu a seguir. Elizabeth estava realmente correndo, mas não era para mim e sim para Jack. Ele abraçou-a forte e a rodopiou no ar, igual àquelas comédias românticas (não que eu assista, claro).
Eu recolhi meus braços, envergonhado. Ninguém pareceu notar, graças a Deus. Porém, acho que isso era o de menos. O meu coração estava machucado, fora a vergonha que eu sentia. Eu era tão tolo...
Como uma garota como Elizabeth gostaria de um garoto como eu? Esse papo de que opostos se atraem é uma besteira das grandes! Só não é maior do que “a beleza não importa e sim o interior”. Essa é a pior mentira de todas. Liza jamais me amaria... E eu tinha que me conformar com isso.
Antes de sair dali, me virei novamente e os observei pela uma última vez. Ele tinha as mãos em sua cintura e falava animadamente com ela. Elizabeth ria e sussurrava alguma coisa em seu ouvido. Suspirei fundo e saí dali o mais rápido possível.
O amor não é algo bonito. Ele é traiçoeiro. Faz-se de seu amigo no começo, te fazendo sentir sentimentos amigáveis, mas quando você menos espera, ele te dá o bote. Quebra seu coração em vários pedaços.
Vi Ryan e Beatrice sentados em um banco ali na saída. Os dois estavam abraçados e riam de alguma coisa.
Trinquei os dentes e fui até eles. Joguei minha mochila com raiva e me sentei no chão.
- O amor é uma merda! Vocês ainda vão se machucar, podem escrever o que eu estou falando! Se eu fosse vocês, acabaria com esse apego antes que seja tarde demais.
Ryan me olhou surpreso. E em sua testa estava escrito “Que merda você está falando?”, já Beatrice me olhou compreensiva. Ela se soltou de seu namorado e se sentou no chão ao meu lado.
- O que aconteceu?
- Nada, é só que eu estava pensando... Por que as pessoas gostam tanto desse negócio chamado amor? Isso é fictício. Amor correspondido... Até parece! Isto é só para os sortudos, como você e Ryan.
Beatrice deu um sorriso pequeno. Ela me abraçou de lado, como se quisesse me consolar. Acho que ela sabia do que –de quem, mais precisamente- eu estava falando.
Eu não falei nada, apenas a abracei de volta. Meus olhos estavam cheios de lágrimas, ah, ótimo! Era só o que faltava mesmo. Valeu, vida! Porém, Beatrice, sem dizer nada, tirou de sua bolça um lenço de papel e me entregou.
- Como você sabe que Ryan não vai te machucar? - Perguntei, de repente. –
- Ei!
Nós dois o ignoramos. Beatrice se encolheu e deu de ombros.
- Eu não sei.
- Então... Por quê?
Eu estava machucado, confuso e com raiva. Por que essas pessoas se metiam nessa enrascada chamada amor? Era mais dor do que felicidade.
- Eu não sei, Justin. É essa a questão. Quando você ama uma pessoa, você não pensa nas consequências. É tudo tão maravilhoso, que nada mais importa. É claro que existe brigas e problemas, eles sempre existirão. Se nós nos magoaremos? É claro que sim. Porém, tudo isso vale a pena, acredite em mim. Eu não sei se Ryan irá me machucar no final, espero que não, mas se nós não dermos certo, eu vou ficar muito chateada, sim. Vou ficar como você está agora. Contudo, posso prometer a você que jamais me arrependerei.
Eu fiquei em silêncio, ainda não conseguia compreender o que ela dizia. A menina riu e me abraçou mais forte, como se tentasse fazer seu irmão mais novo entender algo tão simples.
- Se você pudesse apagar todas as memorias que viveu com Liza, faria isso? 
Quando abri a boca para responde “sim”, eu a fechei rapidamente. Por que... Não era verdade. Eu jamais abriria mão de todos os momentos que tive com ela, porque no final das contas, é tudo que tenho. Fora que foram os momentos mais incríveis da minha vida. Eu me lembrei de quando nos conhecemos, de quando eu derrubei sorvete em seu vestido novo e ela apenas riu, dizendo que não tinha problema. Lembrei-me que aos onze anos, quando estávamos no jardim à noite, Elizabeth me abraçou forte e disse que tinha medo do escuro, mas que naquele momento ela não estava mais com medo. Ela, na verdade, disse que se sentia mais forte que nunca. Eu nunca entendi o que realmente ela quis dizer com isso, mas aquela memória ficaria guardada para sempre em meu coração, era uma certeza.
- Não. –Minha garganta ardia. – Eu não abriria mão delas. Jamais.
- E por que, Justin?
- Porque mesmo que ela me faça sofrer às vezes, ela me faz feliz na maior parte do tempo por simplesmente existir. Porque eu a amo e não me imagino fazendo outra coisa sem ser isto. Eu jamais abriria mão das minhas memórias com Elizabeth porque é o tesouro mais valioso que eu tenho.
Beatrice sorriu, me dando uma beijo na testa, enquanto Ryan sorria orgulhoso para mim.
- Bem, Justin, está aí a sua resposta.
+++
Fiz o teste e adivinhem? Não consegui. Isso mesmo. Fui um horror, tinha gaguejado e esqueci-me das falas. Fora isso, até que arrasei. Mentira, fui mal mesmo. Elizabeth estava linda. Tinha sido sensacional, o papel já era dela. E eu não podia estar mais certo.
Havia se passado uma semana desde o meu papo sentimental com Beatrice. Nesse meio tempo eu me aproximei de Elizabeth sem medo, afinal, jamais a conquistaria a olhando como um bocó. Conversávamos em todas as aulas e tínhamos até piadinhas internas! No final dos testes, ela veio até mim e me abraçou.
- Você arrasou, Justin!  Foi ótimo. Sensacional!
E depois daquilo, eu não me importei mais se passaria no teste, se os professores tinham gostado ou se meus colegas aprovaram... Percebi, ali, que o tempo todo eu nem sequer me importei com o que todas aquelas pessoas pensavam. Eu me importava apenas com a opinião de uma única pessoa. A dela.
Depois de todos aqueles elogios, eu não pude ficar mais feliz do que já estava.
No dia seguinte, tinha saído os resultados. Como o esperado, eu não tinha conseguido o papel de Gring. Porém, também não era uma árvore de natal. Vi que tinha conseguido o papel de Rudolph, a rena. Para quem não sabe, é a rena principal. Existe uma lenda que diz que Rudolph teria entrado para equipe de renas titulares por ter um nariz vermelho e brilhante, que ajuda a guiar as outras renas durante as tempestades. E, a partir daquele ano, a quantidade de renas passou a ser nove, diferente dos trenós tradicionais, puxados por oito renas. Enfim, fiquei feliz, pelo menos participaria da peça. Já era alguma coisa, certo?
Passou-se mais um mês. Eu e Elizabeth tínhamos muitas cenas juntos, o que nos aproximava mais ainda. Jack estava sempre em algum canto mexendo no cabelo, conversando com algum amigo ou rindo com a minha garota.
Mas, tudo bem, eu podia lidar com isso. Contudo, uma metralhadora fazia falta às vezes... Brincadeirinha. Ou não.
A esperada peça seria amanhã. Eu estava nervoso, tinha que admitir. Eu tinha medo de esquecer alguma fala, gaguejar ou pior, desmaiar. O que era bem a minha cara, vamos combinar aqui.
Meu visual era bem... ridículo. Eu vestia uma fantasia de rena, toda marrom e peluda. Eu tinha chifres e meu nariz seria pintado de vermelho. A fantasia tinha até um rabo. Meus amigos me zoariam pelo resto da vida.
Eu não conseguia dormir, meu coração estava acelerado e o meu sangue corria rápido nas veias. Ansioso, essa palavra me definia.
Meu celular vibrou. Eu o peguei rapidamente, esperando ser algo que me distraísse e felizmente era.
“Sei que está ansioso, Justin. Apenas relaxe. Você irá se sair bem... Nós dois iremos. Vejo você amanhã, sonhe comigo. Xx”
Como se eu já não sonhasse..., falei para mim mesmo mentalmente. Um sorriso bobo estava em meus lábios e sem pensar direito, anestesiado pela felicidade, eu respondi:
“Eu nunca quis que o amanhã chegasse tão rápido.”
Algumas pessoas podiam pensar que é por causa da peça, outras que eu queria que o amanhã chegasse para eu dormir logo ou algo do tipo. Porém, não era nada disso.
Eu queria que o amanhã chegasse logo para eu vê-la outra vez.  Eu tinha estado com ela hoje, mas mesmo assim eu já sentia saudades. Eu sempre sentiria saudades. Elizabeth era uma parte de mim e sem ela ao meu lado, parecia que nada fazia sentido. Parecia que... tudo estava errado.
Sorri, observando uma foto que eu tinha tirado dela outro dia. Coloquei-a no móvel e me deitei, fechando os olhos.
Porém, seu rosto continuou em minha mente e principalmente em meus sonhos.
+++
Eu já estava na coxia, sentado ali apenas esperando a peça começar. Minha mão tremia sem parar. Eu estava nervoso mesmo, porra. O que diabos eu estava pensando quando me inscrevi para isso? Oh, sim, para apenas ficar mais perto de Elizabeth. O que não fazemos por amor, certo?
A coxia estava um caos. Pessoas corriam de um lado sem parar, eu ficava cansado por elas só de olhar. Tinha outras que estavam chorando. Fiquei com dó. Fui até o grande espelho e fiz uma careta quando me vi no espelho. Seria cômico se não fosse comigo.
Aquela fantasia era mesmo bem bizarra. E fajuta! Porém, nem liguei. Sentei-me no banco, perto de um grupo de meninas, que seriam duendes. Elas riam e fofocavam sobre algo. Fechei os olhos e apenas fiquei ali relaxando.
Até que...
- Vocês souberam? Ouvi dizer que Jack está namorando...
Sentei-me ereto e olhei diretamente para as meninas. Elas estavam um pouco longe e falavam baixo, o que dificultava a minha vida. Tentei me aproximar, para escutar mais, porém, apenas consegui ouvir alguns fragmentos.
- Não acredito...
-... Elizabeth...
-... Estão felizes juntos.
Tudo ficou claro, de repente. Meu coração batia loucamente e a única coisa que eu queria fazer era matar Jack e depois me matar. Aquilo não podia estar acontecendo. Não agora, quando finalmente tinha tomado coragem para me aproximar dela. Não, não, não...
Minha visão estava turva e meu sangue fervia.
Aquilo não era justo. Não podia ser. Eu sempre fui um garoto bom. Nunca fiz mal a ninguém, sempre ajudei mamãe em tudo, eu até lavava louça sem reclamar! Certo, talvez eu reclamasse um pouco, mas ninguém é perfeito! E era assim que papai Noel me retribuía?
Bom saber.
Saí à procura de Jack e de Elizabeth. Principalmente a dela, afinal, Elizabeth me devia uma explicação das boas. Nesse meio tempo eu pude jurar que ela estava começando a gostar de mim. Eu tinha percebido algo diferente em seu olhar, mas provavelmente tinha sido minha imaginação fértil.
Encontrei-a facilmente. Ela estava com um vestido todo branco, em um estilo meio medieval. As mangas eram compridas e transparentes, em um estilo meio bufante. A parte de cima era em estilo ‘V’ e a saía do vestido era longa e rodada, que caía como cascata. O vestido era todo branco, lembrando algo angelical. Seu cabelo estava preso em um coque alto e sofisticado. Ela estava linda, ninguém podia negar.
Por um minuto, me esqueci do que ia dizer. Porém, ao ver seus lábios, que agora pertenciam a Jack, me lembrei.
Irritado, fui até ela.
- Posso falar com você?
- Justin? - Ela sorriu e a me ver, começou a gargalhar. – Oh, meu Deus! Você está...
- Agora. –A interrompi, friamente. –
Eu estava bem puto, devo admitir. Elizabeth não podia brincar com os sentimentos das pessoas assim. Era errado. Principalmente com os meus. Eu a amava desde pequeno, poxa, ela podia ter um pouco de consideração. Provavelmente ela sabia. Quem não? Beatrice tinha sacado faz tempo, assim como toda galera. Até Ryan tinha sacado. Ryan.
Elizabeth deve ter percebido o quanto eu estava puto, pois me seguiu sem dizer uma palavra. Nós entramos em um camarim vazio.
- Como você pôde?
Sou dramático mesmo! Eu estava me sentindo traído e na minha cabeça, ela me devia explicações.
- Como é?
- Você sabe do que eu estou falando. Jack.
- Jack? O que tem Jack?
É claro que ela estava na defensiva, quem não ficaria? As pessoas sempre gostam de ter alguém que as ame, mesmo elas não correspondendo o sentimento.
- Você sabe do que eu estou falando, Elizabeth. Sei que sabe.
- Você está louco, Justin. Eu não estou entendendo nada.
- Não precisa se fazer de tonta. Eu já sei de tudo. Sei sobre você e Jack. Sei que estão namorando.
Eu pensei que ela finalmente fosse concordar, dizendo que foi uma vaca e que tinha errado, mas em vez disso ela riu.
É, ela simplesmente gargalhou. Na minha cara.
- Dá onde você tirou isso, seu louco?
- Eu ouvi umas meninas falarem isso. Quer dizer, mais ou menos...
- Esta é a coisa mais engraçada que eu já ouvi! Céus, eu não estou namorando ninguém. Será que você é tão lerdo assim? Eu sempre gostei de você, Justin! Desde pequena. Achei que tivesse notado.
Eu estava em choque. Quer dizer, qual é! Elizabeth gostava de mim? Aquilo era um tipo de sonho bizarro? Só podia ser. Eu sou quem gostava dela desde pequeno. Aquela história estava bem errada.
Meu coração acelerou e toda minha raiva sumiu. Eu estava apenas surpreso. E tonto... muito tonto.
- E Jack?-Foi à única coisa que eu consegui dizer. -
- Jack? Jack é gay, Justin! Por Deus…
- Gay?
- Sim, nunca percebeu? Pensei que fosse mais esperto.
- Gay? -Repeti meio tonto. – Jack é gay?
- Sim. Nunca percebeu mesmo? Já o viu ficando com uma garota? Ele começou a namorar um cara que eu apresentei, faz algumas semanas, mas só agora eles assumiram.
Agora sim aqueles fragmentos da conversa faziam sentido! Eu não tinha nada contra gays, longe disso. Era só que esse tempo todo eu via Jack como um rival, mas descobri que ele nunca foi um oponente de verdade. Muito pelo ao contrário.
- Se ele não fosse gay, aposto que o namoraria.
- Não, Justin. Porque eu não o amo. A única pessoa que eu amo aqui é você.
E então a porta se abriu com força, assustando nós dois. Era a diretora da peça, senhora Geisel, que entrou no camarim. Ela parecia bem nervosa.
- Céus, eu estava quase chamando a polícia! A peça começou, pessoal! Vamos lá!
Elizabeth sorriu para mim e saiu correndo. Ela parecia normal, como se não tivesse dito nada demais! Já eu estava prestes a desmaiar.
Quando foi minha hora de entrar, eu paralisei. Vi ali na plateia todos os meus amigos sorrindo para mim. Aquilo, de alguma forma, me deu coragem. Ouvi algumas zoações por causa da minha roupa, mas pouco liguei. Lá estava Elizabeth, no palco. Maravilhosa, como sempre. Eu queria dizer que a amava, queria dizer que ela era tudo para mim, mas isso teria que esperar.
Graças ao bom Deus, não tinha esquecido nenhuma fala até agora. A peça já estava praticamente no fim. Esta seria a última cena. Era ali que tudo acontecia. Emily, a princesa, se despedia da rena e ia se declarar para Gring. E depois, os dois viveriam felizes para sempre.
- E então, é aqui que nós nos despedimos. –Ela falou. -
Liza fazia carinho no meu rosto, o que aumentava minha vontade de abraçá-la. O holofote batia no meu rosto, me incomodando. E plateia estava ali, esperando eu responder. Mas...  Esqueci-me de tudo. Esqueci que eu era uma rena e as minhas falas. A única coisa que eu via em minha frente era Elizabeth.
- Eu não quero que você vá para longe de mim, porque eu não suportaria viver sem você.
Ouvi um gritinho ali na coxia, provavelmente Geisel querendo me matar. Elizabeth pareceu chocada. Aquela parte não estava no roteiro. Porém, apenas nós dois e o pessoal da peça que sabíamos disso, para plateia, estava tudo normal.
E sim, a rena falava na peça.
- O que quer dizer?
- Quero dizer que apesar das nossas diferenças, eu a amo desde a primeira vez que botei meus olhos em você. A partir daí, você nunca deixou meus pensamentos. Sempre deixei isso bem claro.
Ela sorriu para mim e me abraçou forte.
- Eu também sempre te amei. Desde pequenos. Nunca falei por que... achei que soubesse.
Eu a abracei mais forte. Uma parte de mim tinha medo de tudo aquilo ser um sonho. Depois, apenas para me certificar que ela real, eu a beijei. Foi como naqueles filmes de romance. Tudo foi perfeito. Nosso beijo foi lento, cheio de amor. E ao decorrer do tempo, começou a ficar mais intenso.
A plateia fez um barulho de surpresa. Eu compreendi, afinal, não era todo dia que a gente vê uma rena humana beijando uma princesa. Porém, tudo bem, eu nunca gostei de coisas normais mesmo.
- Você não devia estar para coxia? -Ela sussurrou, olhando para a senhora Geisel, que parecia estar tendo um ataque do coração. -
Eu apenas a abracei mais forte. Não, eu não ligava mais para nada. Dane-se se eu estava no meio do palco fazendo o que eu não deveria. Dane-se se eu era uma rena beijando a princesa perdida. Dane-se se a Geisel queria me queimar vivo.  Dane-se se eu estraguei a peça, dane-se tudo. Elizabeth me amava, assim como eu a amava. Apenas este fato importava para mim.
- Não. -Eu respondi, com um sorriso do tamanho do mundo. – Eu estou exatamente aonde eu deveria estar. 
Fim.
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Olá, meninas! Tudo bem com vocês? Para quem não sabe, eu sou a Bia J., autora de Our Melody que é postada aqui no site o/// E por falar nisso, logo tem att. Enfim, voltando aqui... Eu resolvi participar de um protejo de natal do site All Time Fics (amo), por isso fiz essa fic de natal. Resolvi postá-la aqui também =D Sei que ela ficou bemmm corrida, mas o limite era apenas de oito páginas, eu não podia ultrapassar mais. 
Espero que tenham gostado, de verdade. Em breve terá a versão interativa, que eu irei colocar o link aqui 4 de janeiro :3
Queria desejar um ótimo natal a todos e um próspero ano novo! Muito obrigada a quem leu até aqui. Por favor, digam o que acharam! hahaha
Amo vocês

23 de dez de 2014

Getting Back by Ally (recado)

~Oeeeee~

Então pessoas, vim dar um recado para aqueles que leem getting back. 
Eu tô acabando a próxima att (passei a tarde inteira escrevendo hoje, dia 23) depois de quase um ano sem postar, e depois q a fic completou um ano (em outubro) e teve gente que pediu att de fim de ano! Pois é.
Esse vai ser o maior capítulo da fic até agora ~
E é o seguinte: 

Estou querendo criar um grupo somente para as leitoras dessa fic :P
Quem quiser participar, me contatem no whats: +558391486296
Estou contatando todas as leitoras que conheço, e sem nem mesmo saber se elas vão ver meu recado ou não. É indo na sorte, mesmo!~

E como vocês devem saber, as atts pra entrarem no ffobs demoram mais de um mês! Ou até mais que isso! Tanto pelo fato da fic ter que passar pela beta, quanto pra entrar no site --'

Eu vou postar o capítulo adiantado no Social Spirit e você pode acessa clicando aqui 
> Getting Back < Obviamente, é a original, sem famosos no meio masssss. 

E antes de mais nada, se cuidem, feliz natal e ano novo! 
E até qualquer dia! 

XxAlly




21 de dez de 2014

Twelve - One

 

                                       Abril: o mês do amor



1 ano atrás. 
Abril.

Mais um dia comum.
Eu me levantei e fiz as mesmas coisas de sempre: tomar banho, vestir a roupa do trabalho, comer, escovar os dentes e pegar as chaves do carro.
- Hey, Justin. – Josh, meu amigo e colega de trabalho, me cumprimentou assim que cheguei na empresa. Eu trabalhava numa agência de publicidade.
- E aí, cara. – eu falei.
- Já pensou em algo para a campanha de sexta?
- Ainda não e você?
E foi assim que nós ficamos conversando. Até o meu mundo parar.
Tudo aconteceu rapidamente. Nós estávamos caminhando até a sala de reunião quando eu a vi.
- Quem é? – eu indiquei para a garota conversando com Lindsay, a secretária do meu chefe.
- Ah, é a nova secretária. – Josh comentou.
- E a Lindsay?
- Vai ficar um tempo fora, você sabe como é esse negócio de licença maternidade.
Assenti.
- Como ela se chama?
- Hastings...- Josh coçou a cabeça, pensativo. – April Hastings.
April Hastings era a garota mais bonita que eu havia visto na vida. Ela tinha cabelos castanhos e lisos, com pontas encaracoladas que iam até a cintura, olhos grandes e pretos e um corpo perfeito. April Hastings sacudiu a cabeça e sorriu. Ela também tinha o sorriso mais lindo de todo o mundo. Eu poderia ficar ali parado pelo resto do dia só a encarando. Mas Josh me cutucou.
- Fecha a boca se não você vai babar aqui mesmo.
Eu não respondi nada. Eu só queria ir cumprimentá-la.
- Eu vou lá falar com ela.
Então eu fui.
Quando eu cheguei perto da April Hastings, Lindsay se despediu dela e depois foi embora.
Eu acho que eu realmente estava parecendo um idiota a encarando sem parar, mas é que ela era muito linda.
- Oi? – April Hastings disse. Ela tinha a voz mais doce de toda a humanidade.
- O-oi. – eu gaguejei. Merda.
- Sou April Hastings. – ela estendeu a mão.
- Justin Bieber.
Respirei fundo e apertei a mão dela, o que me causou arrepios, mas foi uma sensação realmente boa.
Continuei:
- Então...ouvi dizer que você vai trabalhar aqui.
- É , vou ser a assistente do senhor McCartney. – April Hastings começou a mexer em alguns papéis.
- Grande responsabilidade. – eu disse. -Parabéns. Quero dizer, bem vinda. Seja bem vinda.
Eu estava absolutamente nervoso, acho que eu poderia começar a suar a qualquer momento. Já ela não parecia estar nem um pouco nervosa. Ela estava...normal. Perfeitamente normal.
- Uh, obrigada, você é um fofo. – então April Hastings me abraçou. Ela tinha cheiro de flores, rosas para ser mais exato. Era o melhor perfume do mundo. E os cabelos dela... os cabelos dela tinham cheiro de chocolate. Eu nunca esqueceria o cheiro dela, nem em um milhão de anos.
Depois que ela me largou, eu senti como se meu mundo tivesse ficado incompleto, vazio. Como se eu precisasse de mais alguma coisa.
- Eu espero que você goste de trabalhar aqui, April Hastings. – finalmente disse.
- Pode me chamar de April. – então ela me deu mais um daqueles sorrisos perfeitos. – Claro, se você quiser.
- Hey, April, vem aqui, preciso te ensinar uma coisa. – Jennifer a chamou.
- Eu tenho que ir. – April gesticulou.
Tudo o que eu fiz foi assentir.
Era como se eu estivesse hipnotizado.
Então ela se foi.
Mas o perfume dela ainda estava ali.




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20 de dez de 2014

Twelve



Eu chorava. Chorava sem parar.
- Por que? – eu berrei. – Por que?
Ainda não conseguia entender. Por que tudo aquilo estava acontecendo comigo? Quebrei uns dois pratos até Jazmyn me mandar parar. Ela havia acabado de chegar em sua bicicleta. Jogou o objeto no gramado e entrou desesperadamente pela porta.
- Justin! – ela gritou. – Para com isso. – e me abraçou. A minha irmãzinha me abraçou. Eu estava com a respiração entrecortada, não conseguia parar de chorar. Afaguei seus cabelos. Estava ficando mais calmo. Se todas as garotas fossem como a minha irmã, então os problemas do mundo estariam resolvidos. Mas elas não eram. Elas eram destruidoras de corações. – O que aconteceu? – ela levantou o olhar para mim.
- Foi ela.
- A April? – quando a Jazmyn falou o nome dela, pude sentir meu coração disparar.
Não respondi, mas ela sabia que aquilo era um sim.
April Hastings. Esse era o nome da garota que quebrou o meu coração. Quebrou não! Quebrou é uma palavra muito boa. April Hastings estraçalhou o meu coração, pisou em cima dele e depois o jogou fora.
E bem, a culpa não é dela.

A culpa é toda minha por ter me apaixonado.

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Olá. 
Bom, eu não vou me apresentar porque senão vocês vão ficar com o estereótipo que vocês tem sobre mim na cabeça. Depois eu faço isso. Só quero que vocês leiam. E comentem. Sei que tô meio sumida, mas eu tenho motivos, ok? Essa pequena fic tem 12 capítulos e sim, ela se chama Twelve. (que, pra quem não sabe, é Doze em português) . Por que? Logo vocês vão descobrir. Eu vou postar um capítulo por dia, então só peço que vocês comentem.  Ah, outro pequeno detalhe: a fic é meio diferente, ela toda é contada pelo Justin. Espero que gostem. Isso é tudo.
See u later.

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